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18

fev
2013

Sem Comentários

Em Cloud Computing
Mobile

Por Vinicius AC

A relação entre cloud computing e mobilidade

Em 18, fev 2013 | Sem Comentários | Em Cloud Computing, Mobile | Por Vinicius AC

Fonte: Cezar Taurion / IMasters

Na minha opinião, cloud e mobilidade têm uma relação tão íntima e sinérgica que não podemos falar de um assunto sem incluir o outro. Sem um ambiente dinâmico de cloud computing no background, torna-se impossível atender aos requisitos de escalabilidade e flexibilidade que os apps demandam. Além disso, com cloud, os apps inovadoras podem explorar novas funcionalidades, como as proporcionadas por imensos volumes de dados (Big Data), impossíveis de serem coletados individualmente. Esta sinergia já aparece em aplicações como o DropBox e iCloud. O serviço Google Maps Coordinate também é um outro belo exemplo desta sinergia. Na verdade, estamos visualizando duas nuvens sinérgicas: de um lado, uma nuvem de dispositivos móveis que as pessoas possuem, sejam smartphones e tablets, de diversos fornecedores e tecnologias e de outro, o imenso poder computacional concentrado em “cloud data centers”. Estas duas nuvens, conectadas, criam o espaço para criarmos apps inovadores.

Nos próximos anos, mais e mais apps inovadores vão surgir e se tornar, pelo menos por algum tempo, “killer applications”. Isto significa que elas terão dezenas ou até mesmo centenas de milhões de downloads por mês durante algum tempo. Estas aplicações, quando utilizadas,  demandarão uma imensa capacidade computacional para atender aos seus usuários. E um complicador a mais, com demanda  altamente variada, quase impossível de prever. Um data center tradicional, configurado para atender os períodos de pico será excessivamente custoso e tornaria o projeto inviável.

Este cenário não é nada impossível, uma vez que hoje já existe mais de um bilhão de smartphones e em 2, ou 3 anos teremos dois bilhões deles. Com o surgimento de smartphones mais baratos, produzidos na China, como os ZTE e Huawei, este numero deverá aumentar significativamente. Apesar da capacidade computacional dos smartphones e tablets ser bem poderosa, seu elevado consumo de bateria em aplicações intensivas em computação, demanda que as operações computacionais mais complexas sejam efetuadas na retaguarda, em cloud data centers.

E estes novos apps demandarão recursos computacionais complexos que precisam de um forte suporte  de computação e armazenamento. Alguns exemplos? Imaginemos aplicações para varejistas, que explorem a personalização de ofertas baseadas no conhecimento contextual do cliente. Onde ele está, seus gostos, seus hábitos de consumo, etc, tudo obtido em tempo real, exatamente quando ele se encontrar diante de um produto na gôndola de uma loja. Estes dados não estarão armazenados no dispositivo móvel, mas na nuvem. Além disso, acrescente análises comportamentais baseadas nas emoções demonstradas pelos rostos das pessoas diante de um produto. Vejam o caso da empresa suiça de tecnologia de reconhecimento facial, a Nviso, que se intitula software de reconhecimento emonional baseado no movimento dos olhos e micromovimentos faciais.

Analisar e tomar decisões baseados em todo este complexo emaranhado de dados demanda alta capacidade de processamento, que só pode ser efetuado em cloud data centers. Além disso, os apps em smartphones e tablets terão interfaces com a Internet das Coisas, com objetos, como sua própria casa interagindo om você. Aliás, hoje você sai de casa com seu smartphone, suas chaves de casa e seus cartões de crédito e débito. Em breve, estes cartões e as chaves estarão no seu smartphone. Este será seu unico objeto. Mas além da casa teremos o carro, os eletrodomésticos,  etc. A interface natural será via cloud, uma vez que estes dispositivos demandarão diversas interfaces e precisarão acessar informações que garantam a segurança no seu uso. Tudo isso tem que estar em uma nuvem e não no próprio smartphone, mesmo porque você vai ter mais de um aparelho móvel. Ou trocá-lo com frequência…

Estes apps serão de negócios e não apenas para usuários finais com a maioria dos apps atuais. A cada dia, tablets e smartphones absorvem o trabalho profissional feito hoje em desktops e laptops e nos próximos anos eles passarão a ser a principal interface dos funcionários das empresas com os seus sistemas corporativos. Uma simples aritmética ajuda a visualizar esta situação: de maneira geral um tablet ou smartphone dobra de capacidade computacional a cada ano e meio ou menos. O ciclo de troca dos desktops e laptops em uma empresa é de três ou quatro anos em média. Bem, basta imaginar como estarão os smartphones e tablets daqui a três anos, quando  empresa for renovar seu parque computacional de desktops e laptops. Será que os tablets e  smartphones não atenderão plenamente aos requisitos de segurança e capacidade? E com as novas apps em nuvem, que estará bem mais consolidada daqui a trÊs anos, é, na minha opinião, inevitável que os dispositivos móveis passarão ser maioria no ambiente de trabalho após o próximo ciclo de renovação tecnológico.

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Leia a  conclusão aqui: http://imasters.com.br/tecnologia/mobile/a-relacao-entre-cloud-computing-e-mobilidade/

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02

jan
2011

Sem Comentários

Em Blog

Por Vinicius AC

2011: ano de tuitar na nuvem e de buscar soluções de mobilidade

Em 02, jan 2011 | Sem Comentários | Em Blog | Por Vinicius AC

Empregos tradicionais estão com os dias contados, mas há muitas oportunidades para quem souber trabalhar estrategicamente com softwares sociais e computação móvel.

Por Computerworld/EUA
Preston Gralla

O profissional que trabalha na área de TI se acostumou a gastar muito tempo desenvolvendo habilidades específicas, como manipular cada peculiaridade de um servidor Exchange, realizar implantações e atualizações abrangentes em escala corporativa e gerenciar data centers.

No entanto, se todas as previsões para os próximos anos estiverem certas, ele pode começar a se despedir de todas essas atividades. O emprego de TI do amanhã terá foco em redes sociais, computação em nuvem e uso estratégico de smartphones e tablets. E isso acontecerá mais rápido do que a maioria pensa.

Um dos estudos que busca provar essa tese foi elaborado pelo IDC, e concluiu que a substituição das plataformas tradicionais de TI por todos esses novos modelos deve se acelerar em 2011. De acordo com o analista da consultoria Frank Gens, as tecnologias de transformação vão revolucionar toda a indústria, que buscará estar mais próxima da futura plataforma dominante.

Assustados, os profissionais tenderão a desacreditar essas tendências dizendo que não passam de rumores sem sentido. Em parte porque muitas tarefas serão eliminadas e porque isso implicará que, em 2011, os profissionais gastem mais tempo tuitando na nuvem. Mas a transformação será real. E isso é uma coisa boa: os profissionais devem se preocupar em ser mais estratégicos e gastar menos tempo adquirindo habilidades de apertadores de parafuso.

O IDC chama a nova plataforma da rede social como um conjunto de “softwares sociais de negócios”. Como qualquer um imagina, esse tipo de software tem mais a ver com o Twitter e o Facebook. A parte mais óbvia do uso dessas redes sociais pelas corporações será aquela  relacionada a clientes e parceiros de negócios, ou seja, no relacionamento com agentes externos. Mas a parte interna, de colaboração, compartilhamento de informação, busca de expertise em blogs, fóruns de discussões online e wikis, é o grande desafio. Os profissionais terão de desenvolver uma plataforma para isso. E mais: todas as comunicações externas devem estar integradas com as internas, gerando inteligência real.

Em um contexto de computação em nuvem, é esse tipo de atividade que causa mais impacto no cotidiano das pessoas, e que libera os profissionais de TI para pensar estrategicamente em como fazer com que as suítes de aplicações combinem com os objetivos de negócios.

Outro elemento da nova plataforma, a computação móvel, já chegou e deve ser mais dominante em 2011. De acordo com o IDC, nos próximos 18 meses smartphones e tablets venderão mais que PCs. E como essa tendência é irreversível, os dispositivos móveis serão a maneira principal de interação entre as pessoas e os recursos de TI da companhia. O trabalho dos profissionais de TI, nesse contexto, será o de fazer com que a mobilidade seja mais eficiente, produtiva e segura.

As mudanças podem ser assustadoras, mas há um lado bom mesmo para os profissionais: no futuro eles serão mais estratégicos e terão mais segurança no seu emprego. Isso acontecerá porque se é fácil substituir um apertador de parafuso, o mesmo não pode ser dito da substituição de um profissional estratégico, com conhecimento da cultura e do dia-a-dia da corporação.

Fonte: Computer World

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