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Por Allison

Desenvolvedores repensam banco de dados na nuvem

Em 21, jul 2011 | Sem Comentários | Em Blog | Por Allison

Fornecedores como NimbusDB, Xeround, ParAccels e Cloudant estão criando soluções para gerenciar grandes volumes de informações em cloud.

Diversas companhias estão desenvolvendo novas tecnologias de banco de dados para resolver a deficiência de seus sistemas para gerenciar informações no ambiente de cloud computing.

Quatro delas contaram como estão realizando esse trabalho durante um painel na conferência Estrutura GigaOm, realizada esta semana em São Francisco (EUA), para debater a infraestrutura para cloud computing. São elas: NimbusDB, Xeround, ParAccels e Cloudant.

O problema básico que essas empresas estão tentando resolver é a dificuldade de escalonamento dos bancos de banco de dados em sistemas em clusters com servidores x86. Executivos das quatro fornecedoras disseram que precisam fazer com que esse ambiente seja elástico para aumentar ou reduzir o processamento de acordo com a demanda por processamento.

“O problema essencial, a meu ver, é que os atuais sistemas de gestão de banco de dados relacional não são escaláveis, disse Jim Starkey, arquiteto sênior do banco de dados de código aberto MySQL.

Starkey é fundador e CTO da NimbusDB, que está tentando resolver esse problema com o desenvolvimento de uma tecnologia que adota a linguagem de consulta padrão SQL.

O software da NimbusDB permite que um grande número de bancos de dados seja gerenciado automaticamente em um ambiente distribuído. Starkey diz que os desenvolvedores devem ser capazes de começar pequeno, desenvolvendo uma aplicação em uma máquina local, e depois transferir o seu banco de dados para uma nuvem pública, sem precisar colocá-lo offline.

A NimbusDB ainda está em estágio inicial desse trabalho e Starkey não informou data de entrega da solução. A empresa espera fornecer o software de graça.

Com o mesmo objetivo, a Xeround está tentando resolver o problemas com uma solução em MySQL. A versão beta conta com cerca de 2 mil clientes, segundo informou o CEO da companhia, Razi Sharir. O software quer oferecer a elasticidade da nuvem, com mesma a familiaridade da codificação do SQL.

“Somos um banco de dados distribuído que funciona na memória, que se divide em vários nós virtuais e vários centros de dados e serve muitos clientes ao mesmo tempo”, disse Sharir. Ele afirmou que a escala e a elasticidade são tratadas pelo serviço automaticamente.

O serviço da Xeround já está disponível na Europa e EUA, fornecido por provedores de cloud, incluindo Amazon e Rackspace.

Sharis oberva que que os clientes do banco de dados em nuvem, em geral, precisam executar suas aplicações no mesmo centro de dados, ou próximos uns dos outros, por razões de desempenho.

Grandes volumes de dados

Diferentemente da solução da Xeround, o software da ParAccel foi projetado para executar cargas de trabalho de análise em grandes bancos de dados distribuído, em torno 25 TB, infomou o CTO da companhia, Barry Zane.

“Somos o resumo dos grandes dados”, diz Zane. Clientes da ParAccel são empresas que dependem da análise de grande quantidade de dados, incluindo serviços financeiros, companhias de publicidade e de varejo online.

A Interclick recorreu à ParAccel para realizar análises demográficas de dados para permitir que empresas de publicidade online saibam quais anúncios devem mostrar aos usuários finais. A companhia roda um banco de dados de cerca de 2TB em um cluster de 32 nós. Outros clientes com conjuntos de dados maiores usam uma arquitetura baseada em disco.

A ParAccel também permite que desenvolvedores façam consultas no SQL, mas com extensões para que eles possam usar a estrutura MapReduce, software que faz a distribuição e a análise de uma enorme quantidade de dados.

“SQL é uma linguagem realmente poderosa, é muito fácil de usar para ações incrivelmente sofisticadas, mas claro que também há uma série de atividades que não pode realizar”, avalia Zane.

Já a Cloudant, que produz software para nuvens privadas e públicas, foi a única empresa que afirmou durante o painel estar desenvolvendo um banco de dados “não SQL”. A solução foi projetada para gerenciar tanto dados estruturados como não estruturados, e ainda para encurtar o “ciclo de vida de aplicativos”, disse o cofundador e cientista-chefe Mike Miller.

“Aplicativos não têm de passar por uma fase complexa de modelagem de dados”, afirma Miller. A interface de programação é HTTP. “Isso significa que você pode se inscrever e começar a conversar com o banco de dados de um navegador e construir aplicativos dessa maneira. Estamos tentando torná-lo mais fácil de implementar.”

Desafios do hardware

Enquanto bancos de dados em nuvem podem resolver problemas de escala, também apresentam novos desafios, reconhecem os palestrantes. A qualidade do servidor na nuvem pública é “muitas vezes um problema”, afirma Zane da ParAccels. Por isso, as empresas para quem a alta velocidade de análise é crítica, podem optar por comprar e gerenciar seu próprio hardware.

E enquanto muitos prestadores de serviços alegam não acreditar na nuvem, a realidade é muitas vezes diferente, diz Miller. Fornecedores de software em nuvem precisam realizar “uma engenharia reversa” para descobrir o que as arquiteturas de serviços como a Amazon EC2 possuem “por trás da cortina”, a fim de obter o máximo desempenho do software de banco de dados.

Fonte: Computerworld

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