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A panfletagem não morreu, apenas mudou

Desde que a internet, quase, se universalizou no Brasil começamos a ver pipocarem texto sobre a morte da panfletagem. Eu mesmo já fiz um. Na fase de transição que estamos passando muitos obituários são escritos e muito se mostram errados, mas não há problema nisso. Assim, vamos ver como aproveitar esta forma tradicional de divulgação que está se transformando.

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Panfletagem tradicional x Internet

Estou definindo panfletagem tradicional como deixar um entregador de panfleto em um ponto de alto fluxo de pessoas, de carro ou a pé, entregando papéis aos que passam. Esse tipo de panfletagem de fato está morrendo.

O primeiro problema para este tipo de ação são seus custos frente ao retorno. Confeccionar 10 mil panfletos custa em média R$200,00 em um estimativa otimista [0] já a entrega vai custar em torno de R$70,00[1]. O alcance dessa campanha será de, no mais otimista dos cenários, de 20 mil pessoas se considerarmos que cada panfleto será visto por duas pessoas em média.

Ou seja, para ter um alcance possível de 20 mil pessoas o valor investido será de R$270,00

Para atingir uma quantidade semelhante de pessoas na internet, mais especificamente Facebook ADS, o investimento médio será de R$15,00 (conforme a imagem abaixo)[2], com a vantagem que podemos direcionar a publicação para pessoas que realmente podem ter interesse no negócio em questão e não somente transeuntes de uma determinada esquina[3].

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Exemplo de campanha com orçamento baixo e bom alcance

Outro ponto é a responsabilidade ambiental, uma vez que a panfletagem tradicional gera muito lixo e, a depender do público da sua empresa e de como ela trabalha essa questão, pode ser um problema também de marca. Além dos casos em que a prefeitura coíbe a prática por conta do custo com a limpeza e da aparência ruim que fica na cidade após a panfletagem.

Portanto, se a sua empresa investe em panfletagem comece a considerar investir em anúncios na internet, é mais barato e você tem controle de quem receberá sua publicação, quantos receberam, quantos interagiram com ela e etc.

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A nova panfletagem

O que consideramos de nova panfletagem, na verdade é um conceito antigo, e muito bom, chamado marketing de guerrilha que “utiliza-se de maneiras não convencionais para executar suas atividades de marketing e com orçamentos “apertados”[4].

Assim, podemos utilizar novas abordagens para a panfletagem que busque se diferenciar da mensagem on-line por meio de aspectos que a web ainda não consegue entregar que são a experiência tátil e humana. Abaixo imagens de ações que seguem esse conceito aplicado no aquecido e concorrido mercado imobiliário.

A parte bonita e complicada dessa estratégia é que ela não tem uma receita pronta e uma análise mal feita pode nos levar a erros que assustem o cliente e não os encante. Por isso é bom estar atento ao mercado e ao seu público para entender o que os impactará positivamente. Uma dica neste caso é fazer pequenos testes na prática antes de iniciar a ação propriamente dia.

Os valor dessas ações são equivalentes aos de panfletagem tradicional[2], mas a possibilidade da sua peça ir pro lixo é menor, além do impacto que irá causar estimulando o boca a boca que é a melhor e mais efetiva ação de marketing que inventamos.

A dica final é combinar essa ação de guerrilha com ações de links patrocinados, sobretudo em redes sociais e direcionadas para a região ou grupo social que foi impactado pela “nova” panfletagem. Vai ser mais difícil que a abordagem tradicional, mas nunca disse que seria fácil. Então, mãos à obra!

 *Mike Gabriel trabalha com a comunicação da SWX Softwares

 

Fonte: http://virtuaria.com.br/2014/07/panfletagem-nao-morreu-apenas-mudou/

Os três grandes mitos do marketing digital

Não é à toa que o marketing digital se tornou uma das prioridades nos investimentos em publicidade e propaganda. É uma forma prática, dinâmica e acessível para empresas de qualquer porte ou segmento promover seus negócios e manter contato com clientes e consumidores. Um bom exemplo é o Google Adwords, um canal de publicidade em que uma pessoa com algumas horas de treinamento é capaz de criar e gerenciar seu próprio anúncio de publicidade. Outro mais recente é a Like Store do Facebook, em que é possível não só divulgar, mas vender os produtos diretamente na fan page.

De tanto ler, ver e ouvir falar sobre essas aparentes facilidades, empresários e gestores passaram a acreditar em “mitos” que conferem poderes sobrenaturais ao marketing digital. Com base em experiências pessoais, vou relatar três dos mitos mais comuns.

Mito 1: É possível fazer marketing digital sem Marketing

Recentemente fui consultado para o lançamento de um novo site de compras coletivas. Ao ser apresentado ao projeto, fiquei preocupado com o fato de não haver praticamente nenhuma característica que o distinguisse de outras centenas de sites da categoria. Levantei a questão e me surpreendi com a resposta. Para os empreendedores, relevante não era ter um diferencial para se destacar dos concorrentes, mas sim uma propaganda boa o suficiente para chamar atenção e gerar tráfego.

Assim como eles, muitas outras empresas se enganam ao pensar que só publicidade é capaz de fazer de qualquer produto um sucesso. Ela pode até gerar visibilidade para a empresa ou produto por um determinado período, mas não se sustenta ao longo do tempo.

Banners, links patrocinados, ações em redes sociais, newsletters e outras iniciativas online só funcionam se fizerem parte de um mix de marketing abrangendo pesquisa de mercado e público-alvo, análise de oportunidades, definição de uma estratégia de diferenciação para o produto, política de preços, canais de venda e monitoramento dos resultados por meio de indicadores. Quanto mais este Marketing estiver estruturado, maior o potencial da publicidade realizada através do marketing digital gerar retorno efetivo.

Mito 2: Marketing digital é a solução milagrosa para meus problemas

O dono de um site de camisetas personalizadas nos procurou para saber como poderíamos ajudá-lo a alcançar seus concorrentes, que estavam “bombando” nas vendas. Antes de eu terminar de explicar como funcionava nosso trabalho ele já me questionava sobre os resultados. Na sua visão, a conta era simples: “minhas vendas não estão indo bem, então vou investir X em uma agência de marketing digital e eles vão aumentar meu faturamento em 10X”.

Isso pode até acontecer, mas não basta somente contratar a agência e esperar os resultados. Antes de mais nada, o trabalho de um profissional de marketing é compreender por que as vendas estão baixas. Quais os pontos fortes dos concorrentes, quais os pontos fracos da sua empresa e o que o cliente em potencial está procurando, de modo a estabelecer uma estratégia e um plano de ação envolvendo tanto iniciativas online quanto off-line.

No caso em particular detectamos que a loja era praticamente desconhecida, enquanto o principal concorrente era um conhecido case de loja inovadora, inclusive com várias matérias na imprensa nacional e internacional. Seu produto era de qualidade e o preço até abaixo do que a média, mas as estampas não chamavam atenção. Por outro lado, outras lojas apresentavam camisetas segmentadas de acordo com o gosto do cliente (filmes, atores, bandas de rock) ou permitiam que a própria pessoa criasse sua estampa personalizada. As vendas eram limitadas ao site, enquanto a concorrência comercializava suas camisetas em outros sites e redes de varejo.

Para alcançar o tão almejado resultado, portanto, seria necessário investir não só em publicidade mas em um reposicionamento da marca e de sua atuação no mercado, o que não estava nos planos da empresa. Ou seja, a conta não era tão simples de fechar quanto inicialmente parecia.

3. Fazer marketing digital custa uma mixaria ou sai até de graça

Uma metalúrgica interessada em fazer publicidade por meio de links patrocinados solicitou uma proposta. Fiz uma apresentação para a diretoria, explicando os detalhes de como o trabalho funcionava, o orçamento estimado para campanha e o valor do nosso trabalho de gerenciamento.

“Mas se já estamos pagando para o Google, para que pagar também a você?”, foi o questionamento de um dos diretores, quase ofendido pelo fato de eu cobrar por um serviço que ele considerava gratuito. “Afinal o Google não é de graça?”

Não adiantou tentar explicar que o “investimento” era destinado a remunerar os profissionais responsáveis pelo gerenciamento da campanha. Para dizer a verdade até hoje não sei nem por que me chamaram lá, se eles mesmos podiam fazer o serviço “de graça”.

Assim como o Google, muitos sites oferecem recursos gratuitos, contribuindo para a percepção de que marketing digital é “barato” ou mesmo “na faixa”. Na verdade os sites colocam à disposição algumas ferramentas gratuitas que, utilizadas por um bom profissional, são capazes de gerar bons resultados. Nesse sentido, comparado com a propaganda em jornais, revistas ou TV, o investimento no marketing digital é muito menor.

Mesmo o caso de pequenos empresários que conseguem promover seus negócios nas redes sociais “sem gastar nada” nas redes sociais, por exemplo, na verdade investiram muito do seu tempo (um dos ativos mais valiosos de hoje) em aprender os recursos dos sites e em interagir com os clientes e consumidores.

Em vez de “barato” ou “caro”, a empresa deveria avaliar o custo-benefício das ações de marketing digital comparado às alternativas.

Os relatos acima podem soar como desabafo, e de uma certa forma são mesmo. Mas também servem de alerta para as empresas que estão investindo ou pensam em investir em marketing digital. Comparado com outras formas de publicidade e propaganda ele pode ser mais simples, ágil e apresentar custo menor, mas os resultados sempre vão depender do trabalho de profissionais (internos ou externos), dos recursos investidos e de muitos testes e avaliações.

Como os americanos costumam dizer: “no pain, no gain” (sem dor não há ganhos). O marketing digital não é exceção.

Fonte: Silvio Tanabe/ClikaMarkenting