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Mono 2.12: o que vem por aí

Antecipando o lançamento do release beta público do Mono 2.12, Miguel de Icaza apresentou o plano de funcionalidades do release, incluindo muitas das APIs do .NET 4.5 e o suporte a Async do C# 5. Haverá também um coletor de lixo melhorado, o suporte à tabela completa de caracteres substitutos do Unicode e um novo backend para o compilador do C#.

Assim como em versões anteriores, o código experimental inicia na versão 2.11 e entra no release 2.12 quando a equipe do Mono o considerar estável.

C#

O compilador de C# do Mono agora traz uma implementação completa de Async e Await. No passado, o Mono tinha vários compiladores de C#, voltados a perfis diferentes. Com a transição do IKVM.Reflection para o backend, o Mono agora pode oferecer um único compilador para CLR2, CLR4, Silverlight, MonoTouch e Mono para Android.

As palavras-chave do C#__makeref, __reftype e __refvalue, além da estrutura TypedReference, são agora suportadas. O shell interativo e os recursos de “compilador como serviço” continuam sendo melhorados, e a função Evaluator.Eval agora pode lidar com classes inteiras e structs. Antes somente sentenças (statements) e expressões eram permitidas.

Análise de código

A implementação da Microsoft dos Contratos de Código ainda está em definição, mas a ideia está se concretizando: foi anunciado um analisador de contratos de código por Alexander Chebaturkin.

.NET 4.5

O perfil 4.5 do .NET, que fica desabilitado por padrão, inclui as bibliotecas do TPL Dataflow, que deve oferecer vantagens de desempenho significativas para os desenvolvedores do lado servidor, que se disponham a seguir patterns de envio de mensagens.

A equipe do Mono também pretende implementar as funcionalidades do WinRT que sejam aplicáveis ao desenvolvimento cross-platform, incluindo threads, criptografia e APIs de rede. Miguel de Icaza destacou que a equipe não pretende suportar as bibliotecas de interface gráfica do WinRT, por preferirem interfaces gráficas específicas à plataforma.

Coleta de lixo

Continua o trabalho no coletor de lixo SGen. Anteriormente, só era realizada em paralelo a marcação dos objetos; a coleta do berçario (nursery) era feita em um thread único. Na nova versão do Mono, no entanto, o coletor permitirá a coleta paralela. Miguel de Icaza também mencionou o suporte nativo a MacOS e iOS pelo coletor de lixo, mas ainda não forneceu detalhes.

Fonte: Jonathan Allen , traduzido por Leonardo Galvão/InfoQ

Silverlight 5: o que está por vir na plataforma RIA da Microsoft

A plataforma para criação de aplicações RIA (Rich Internet Applications) da Microsoft está próxima a ter nova grande versão lançada. A empresa liberou um RC para o Silverlight 5 no início do mês e já se pode testar a maioria da funcionalidades planejadas. O release definitivo está planejado para o final do ano.

Em dezembro de 2010, foram anunciadas as novidades da futura versão, e a primeira versão beta foi disponibilizada em abril de 2011 durante o MIX11. Entre as principais mudanças destacam-se o suporte para P/Invoke para 64 bits, impressão vetorial (usando PostScript), e a possibilidade de aplicações rodarem em modo “Trusted” no browser (antes só disponível fora do browser). Aplicações baseadas no Silverlight 5 também passam a poder utilizar o controle PivotViewer.

O Silverlight nasceu com o codinome WPF/E (Windows Presentation Foundation/Everywhere), como versão reduzida do framework .NET combinada com o WPF. A plataforma vem tendo sucesso como tecnologia para desenvolvimento de aplicações web com forte apelo gráfico, ou que demandem acesso a recursos privilegiados dos computadores em que são executadas.

Mesmo depois de um começo incerto, chegando a ter sua utilidade questionada devido à possibilidade de substituição pelo HTML5, o Silverlight conseguiu se firmar como alternativa séria para desenvolvimento RIA em diversas plataformas. Há plugins da própria Microsoft para ambientes Windows e Mac OS, e o plugin Moonlight, desenvolvido pelo time do Mono, permite o desenvolvimento para Linux. Além disso, o Silverlight é a plataforma oficial de desenvolvimento para o Windows Phone 7.

Outra novidade é a API 3D do Silverlight 5, muito semelhante ao XNA, que traz avanços para o desenvolvimento de aplicações 3D distribuídas pela web. (Essa funcionalidade gerou alguma controvérsia em função de uma possível vulnerabilidade DoS.)

Atualmente, a Microsoft vem utilizando Silverlight na entrega dos vídeos desenvolvidos em todos os portais da empresa. A plataforma também foi utilizada com sucesso na transmissão online das últimas olimpíadas de inverno.

Por permitir o desenvolvimento de código com linguagens como C#, Visual Basic, IronPython, IronRuby e F#, e contar com recursos semelhantes ao .NET framework, a plataforma é considerada simples de aprender e utilizar. Além das extensões necessárias para desenvolvimento com o Silverlight 5 RC no Visual Studio 2010, estão disponíveis para download as versões aprimoradas da suite Expression.

Espera-se que a Microsoft faça mais anúncios sobre novas funcionalidades para o Silverlight 5 durante o Build conference, nas próximas semanas.

Fonte: Elemar Jr./InfoQ