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17

nov
2011

8 Comentários

Em Blog

Por Allison

Fedora Linux 16 em detalhes: foco em cloud computing

Em 17, nov 2011 | 8 Comentários | Em Blog | Por Allison

A comunidade Fedora lançou a versão 16 da popular distribuição do Linux. Entre as principais novidades, estão o suporte ao Kernel 3.1, Gnome 3.2 e KDE Plasma 4.7, além de várias melhorias em relação ambientes de nuvem e virtualização.

Embora seja tradicionalmente voltada para desenvolvedores de projetos open source, oferecendo as últimas atualizações (potencialmente instáveis) destes projetos, a distribuição Fedora vem também sendo reconhecida como uma boa distribuição para usuários domésticos e corporativos. A nova versão foi dedicada pela comunidade a Dennis Ritche, um dos criadores da Linguagem C e do Unix.

Recursos para nuvem

Vários recursos de cloud computing estão embutidos no novo Fedora, com destaque para:

  • Aeolus Conductor – Interface web para gerenciamento de ambientes de nuvem de vários fornecedores, públicos e privados, por exemplo Amazon EC2, Rackspace, VMWare VSphere e Eucalyptus.
  • OpenStack e Condor Cloud – Duas opções que fornecem infraestrutura completa para criação nuvens privativas.
  • HekaFS – Antigo GlusterFS, é um sistema de arquivos de cluster com recursos de multitenancy para nuvem e criptografia OpenSSL.
  • pacemaker-cloud – Extensão do pacemaker (para do Red Hat Cluster Suite) para gerenciar disponibilidade e fail-over de aplicações e recursos em nuvem.
  • Matahari – Coleção de APIs e agentes para monitoramento e gerenciamento de sistemas.

Virtualização e mudanças para o administrador de sistemas

O Fedora é a base para o desenvolvimento do RHEL (Red Hat Enterprise Linux) e suas distribuição derivadas, como o CentOS. Assim o administrador de sistemas corporativo (também conhecido como sysadmin) tem no Fedora uma prévia do que virá em versões futuras destas distribuições; por exemplo:

  • Capacidade de inspecionar o conteúdo de arquivos em imagens de VM (read-only), e o conteúdo do Windows Registry armazenado nestas imagens.
  • Suporte a Dom0 do Xen (parte do kernel 3.1), de modo que não é mais necessário usar um kernel modificado com o Xen Server da Cytrix, Oracle VM e outros produtos baseados no Xen. O Dom0 é o domínio que realiza todas as operações de entrada e saída, para os demais domínios (VMs); ou seja, é ele quem fornece os drivers para o hypervisor.
  • Mudanças no processo boot, que agora usa Grub2, permite particionamento utilizando GPT em lugar do antigo MBR do MS-DOS (fim dos limites de tamanho das partições!) e suporta o Trusted Boot da Intel, quando disponível no hardware. O antigo subsistema HAL para detecção de novo hardware foi descontinuado, sendo substituído pelo udev e serviços relacionados.
  • Chrony, novo servidor NTP mais tolerante a relógios imprecisos de PCs e sistemas que passam longo tempo desconectados da internet, como notebooks e VMs que ficam suspensas frequentemente.
  • Ike (Shrew Soft VPN Client), novo cliente VPN que facilita o uso do IPsec.

Também há suporte ao compartilhamento de dispositivos USB 2.0 do host com máquinas virtuais KVM. Isso, somado ao suporte a SPICE, torna o Fedora Linux uma plataforma melhorada para virtualização de desktop. Um dispositivo USB também pode ser compartilhado com outras máquinas em rede.

Novidades para o desenvolvedor

O Fedora Linux traz recursos importantes para o desenvolvedor corporativo. É a distribuição do Linux com suporte mais abrangente ao Eclipse e outros recursos para desenvolvimento Java, PHP, Python e Ruby.

Entre as novidades do Fedora 16 para desenvolvedores, podemos destacar:

  • BE (Bugs Everywhere) – Um bug tracker integrado a sistemas de controle de versões distribuídos, para simplificar a gerência e o rastreamento de mudanças.
  • btparser – Ferramenta para análise de backtraces do gdb.
  • D2 – Nova linguagem que tenta reunir as vantagens de Java e C++.
  • WSO2 – Framework de Web Services SOA e WS-* para C++.

O OpenJDK 7 também é oferecido, mas apenas como Technology Preview. O Eclipse, o Tomcat e outras aplicações Java continuam sendo compiladas com o Open JDK 6. O motivo é a falta de um TCK (kit oficial de testes de compatibilidade/aderência) para o Java 7, de modo que empresas que usam o Fedora em produção podem preferir usar os downloads (proprietários) da Oracle. (Também foram descobertas diversas pequenas incompatibilidades entre bibliotecas Java populares e o Java 7, que não puderam ser resolvidas a tempo para o lançamento do Fedora 16.)

Novidades para usuários finais

Para usuários finais, a grande novidade é a inclusão do Gnome 3.2, que continua despertando reações ame-ou-odeie pela sua nova interface com desktop limpo e suporte a tablets. Um destaque é o gerenciamento integrado de contas de serviços internet (Google, Facebook, Jabber etc.) e de serviços de armazenamento em nuvem.

Entre as novas aplicações inclusas no Fedora 16, podemos citar:

  • Routino – Navegação via OpenStreetMaps.
  • WriteType – Ajuda crianças a escrever corretamente, com predição de palavras, autocorreção e suporte a voz para leitura.
  • Ease – Software de apresentações baseado no Cutter, integrado ao Gnome 3 e com interface otimizada para tablets.

Obtendo e instalando o Fedora 16

É possível baixar imagens ISO para mídias live em CD ou pendrive, ou então baixar um DVD (.iso) contendo os principais pacotes para servidores e desenvolvimento. É possível também usar uma mídia para instalação a partir da internet. Além disso, já estão disponíveis imagens prontas para nuvens Amazon.

Quem já tem o Fedora 15 ou versões anteriores, pode fazer uma atualização diretamente pelo gerenciador de atualizações gráfico da distribuição, ou pela ferramenta preupgrade.

É importante lembrar que o Fedora não inclui softwares proprietários, como alguns drivers para placas Wi-Fi e vídeo NVidia, ou codecs para MP3. Mas estes são facilmente instalados usando o EasyLife (que em breve estará atualizado para o Fedora 16), ou então o repositório RPM Fusion (já atualizado). Usuários habituados ao Debian e Ubuntu podem consultar este Guia de Transição do Ubuntu para Fedora.

Fonte: Fernando Lozano/InfoQ

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