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PyPy 1.7: o mais rápido interpretador de Python, ainda mais rápido

Foi lançado nesta semana, o PyPy 1.7, nova versão do interpretador da linguagem Python escrito inteiramente em Python. O principal foco desta versão foi o aumento de desempenho de bibliotecas, em relação ao CPython e ao próprio PyPy 1.6.

O PyPy é uma alternativa a outros interpretadores como CPython (o padrão), Jython e IronPython, e de acordo com os diversos benchmarks publicados, o mais rápido entre eles. Segundo os desenvolvedores do projeto, “se alguma implementação for mais lenta que o interpretador CPython, então é um bug”.

A performance excepcional do PyPy se deve principalmente ao seu compilador JIT. O interpretador já é suportado em Linux 32/64, MacOS 32/64, mas o atual release (com JIT) ainda não foi concluído para o Windows.

Algumas funcionalidades estão em fase avançada de desenvolvimento, mas ainda não ficaram prontas para este release:

  • Implementação especializada de listas: Está já em fase de testes a implementação de listas de inteiros/float/string compactadas como um array de arrays, o que deve aumentar a perfomance e reduzir o consumo de memória de algumas aplicações.
  • Duas novas implementações do compilador JIT direcionadas aos processadores PowerPC e ARM

Para conhecer mais sobre o PyPy, fazer o download ou ajudar nos testes da plataforma, visite a página oficial do projeto.

Fonte: Rafael Nunes/InfoQ

Python no Visual Studio agora é cidadão de primeira classe

A Microsoft lançou uma extensão para desenvolvimento em Python no Visual Studio 2010. A ferramenta Python Tools for Visual Studio, de código aberto (licença Apache 2.0), oferece suporte a CPython, IronPython, Jython e PyPy.

Entre as principais funcionalidades do Python Tools, estão recursos avançados de edição de código, como IntelliSense e a localização de referências (Find all Refs), o comando Go to Definition e um navegador de objetos (Object Browser). Há ainda métodos de refatoração, como “Extract Method” e uma janela nativa para REPL (read-eval-print loop). O suporte para depuração, profiling local e remoto, e clusters HPC e MPI são outros destaques. Para desenvolvimento com HPC, é necessário obter o SDK, também gratuito, separadamente.

Após a instalação do Python Tools, são disponibilizados quatro templates de projetos: o mais flexível é o Python Application, em que há a opção de escolher o interpretador/runtime para execução das aplicações; os outros três, todos para o interpretador IronPython, facilitam a criação de aplicações Winforms, Silverlight e WPF.

No mesmo anúncio, a Microsoft informou o lançamento dos pacotes NumPy e SciPy para IronPython e .NET.

Há um bom screencast mostrando como utilizar o Python Tools. A extensão pode ser obtida no site oficial do projeto, no Codeplex.

Fonte: Elemar Jr./InfoQ

Silverlight 5: o que está por vir na plataforma RIA da Microsoft

A plataforma para criação de aplicações RIA (Rich Internet Applications) da Microsoft está próxima a ter nova grande versão lançada. A empresa liberou um RC para o Silverlight 5 no início do mês e já se pode testar a maioria da funcionalidades planejadas. O release definitivo está planejado para o final do ano.

Em dezembro de 2010, foram anunciadas as novidades da futura versão, e a primeira versão beta foi disponibilizada em abril de 2011 durante o MIX11. Entre as principais mudanças destacam-se o suporte para P/Invoke para 64 bits, impressão vetorial (usando PostScript), e a possibilidade de aplicações rodarem em modo “Trusted” no browser (antes só disponível fora do browser). Aplicações baseadas no Silverlight 5 também passam a poder utilizar o controle PivotViewer.

O Silverlight nasceu com o codinome WPF/E (Windows Presentation Foundation/Everywhere), como versão reduzida do framework .NET combinada com o WPF. A plataforma vem tendo sucesso como tecnologia para desenvolvimento de aplicações web com forte apelo gráfico, ou que demandem acesso a recursos privilegiados dos computadores em que são executadas.

Mesmo depois de um começo incerto, chegando a ter sua utilidade questionada devido à possibilidade de substituição pelo HTML5, o Silverlight conseguiu se firmar como alternativa séria para desenvolvimento RIA em diversas plataformas. Há plugins da própria Microsoft para ambientes Windows e Mac OS, e o plugin Moonlight, desenvolvido pelo time do Mono, permite o desenvolvimento para Linux. Além disso, o Silverlight é a plataforma oficial de desenvolvimento para o Windows Phone 7.

Outra novidade é a API 3D do Silverlight 5, muito semelhante ao XNA, que traz avanços para o desenvolvimento de aplicações 3D distribuídas pela web. (Essa funcionalidade gerou alguma controvérsia em função de uma possível vulnerabilidade DoS.)

Atualmente, a Microsoft vem utilizando Silverlight na entrega dos vídeos desenvolvidos em todos os portais da empresa. A plataforma também foi utilizada com sucesso na transmissão online das últimas olimpíadas de inverno.

Por permitir o desenvolvimento de código com linguagens como C#, Visual Basic, IronPython, IronRuby e F#, e contar com recursos semelhantes ao .NET framework, a plataforma é considerada simples de aprender e utilizar. Além das extensões necessárias para desenvolvimento com o Silverlight 5 RC no Visual Studio 2010, estão disponíveis para download as versões aprimoradas da suite Expression.

Espera-se que a Microsoft faça mais anúncios sobre novas funcionalidades para o Silverlight 5 durante o Build conference, nas próximas semanas.

Fonte: Elemar Jr./InfoQ