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IaaS

27

abr
2012

Sem Comentários

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Cloud Computing

Por Allison

Nuvens públicas: selecionando o melhor provedor

Em 27, abr 2012 | Sem Comentários | Em Blog, Cloud Computing | Por Allison

Fonte: Cezar Taurion/IMasters

Quando ouvimos o termo “cloud computing”, fazemos de imediato uma associação com o conceito de nuvem pública, baseada em IaaS. Essa percepção começou quando a Amazon anunciou o seu serviço AWS. Claro que ainda é um mercado que não está maduro – e nem poderia, pois o AWS surgiu em 2002, ou seja, há apenas dez anos -, mas esse processo de amadurecimento está se acelerando. Sua cosolidação fica mais forte quando empresas, como a IBM, também lançam sua nuvem pública. A da IBM se chama SCE – Smarter Cloud Enterprise.

Vamos lembrar que uma nuvem é basicamente a combinação de virtualização + padronização + automação, o que nos permite oferecer portais de acesso self-service aos usuários. No modelo IaaS, o provedor fornece basicamente servidores virtuais e seus sistemas operacionais. A partir daí, a responsabilidade de conteúdo, como middleware e aplicativos, é da empresa que contrata a nuvem, e não do provedor. Portanto, o IaaS é um serviço bem diferente do PaaS e do SaaS. Não podem e nem devem ser considerados como serviços similares. Sendo assim, entende-se que uma nuvem não é igual à outra.

O uso da nuvem pública começa, aos poucos, a ser comum, mas ainda encontramos alguns receios e desinformações circulando pelo mercado. Muita gente pensa que uma nuvem pública é para ser usada apenas para coisas mais periféricas, como sites e aplicações que não sejam críticos para as empresas. Mas já vemos muitos negócios baseados inteiramente nesse tipo de serviço, como o site brasileiro Peixe Urbano, e Netflix e FourSquare, dos EUA – e isso para citar apenas alguns exemplos. E esses são negócios que dependem de TI para funcionar e conseguem demonstrar na prática que uma nuvem pública é confiável.

Empresas de pequeno e médio porte tendem naturalmente a colocar seus data centers em nuvens públicas. E não só pelo menor custo, mas pela própria necessidade do negócio. Por que gastar recursos que são escassos, como tempo e dinheiro, mantendo servidores dentro de casa, se existe uma outra opção mais adequada? Na verdade, uma nuvem pública pode oferecer um nível de segurança e disponibilidade bem maior do que a oferecida hoje em muitos dos data centers das pequenas e médias empresas.

O que começa a mudar?

Adotar uma nuvem pública IaaS deixa de ser uma discussão técnica para ser uma decisão estratégica, de negócio. Mas, ao subirmos o patamar das decisões, a escolha do provedor de nuvem se torna algo mais complexo. Além disso, a governança de TI da empresa continua com a empresa. Não é terceirizada totalmente.

O modelo IaaS tende, aos poucos, a se tornar comoditizado, pois as ofertas, com o amadurecimento do mercado, tenderão a ser bastante similares em termos de segurança, disponibilidade, desempenho e suporte. Uma analogia simples pode ser feita com o mercado de PCs, quando praticamente não vemos diferenças marcantes entre os vários PCs disponíves no mercado. Mas hoje, com um mercado ainda em fase de amadurecimento, as ofertas dos diversos provedores são diferentes e, portanto, a escolha do provedor de nuvem não pode ser feita de forma superficial.

O que verificar quando analisar provedores?

Primeiro, se você for colocar seu negócio em uma nuvem, é importante que o provedor tenha um ou mais data centers que sejam adequados aos seus requisitos de segurança, disponibilidade, desempenho e suporte. À primeira vista todos oferecem, mas, quando você vai conferir, vê-se que a localização do data center de um provedor pode não ser a mais adequada em termos de garantia de segurança e acesso em momentos críticos. Há também a questão do suporte. Um bom suporte exige uma equipe técnica treinada e eficiente e custa dinheiro para manter isso. Além do mais, a nuvem tem que dispor de ferramentas tecnológicas que garantam a excelência na automação da operação. E, claro, sustentar o crescimento de sua base de clientes sem afetar os já existentes, oferecendo condições de escalabilidade. Novamente entram em cena os requisitos de expertise e capital.

Bem, vamos listar alguns requisitos que devem ser considerados quando analisamos potenciais provedores de nuvens públicas:

  1. Disponibilidade e SLA (Service Level Agreement): Qual o nível de disponibilidade oferecido? Quando analisamos mais detalhadamente o portfólio de aplicações de uma empresa, observamos que a maioria delas não é estratégica ou crítica, com um perfil de dados que não é sensível em termos de segurança. Também observamos que a maioria dessas aplicações pode operar em um ambiente de disponibilidade menor que 95%. Ora, essas aplicações podem ser deslocadas para nuvens públicas sem maiores sustos. Mas e se as aplicações precisarem de 99,9% de disponibilidade? O provedor oferece esse nível?
  2. Política de preços: O custo de hora de computação tende a ser bem barato, mas olhe com atenção os custos de armazenamento e comunicação. Veja também o nível de flexibilidade da política de preços. Por hora? Por dia? Contratos mensais? Veja quanto custa a capacidade adicional que você inicialmente requisitou.
  3. Em uma nuvem pública IaaS, você continua responsável pela governança da sua TI, mas veja o que o provedor pode oferecer em termos de serviços adicionais, como backup, ferramentas de monitoramento do desempenho, planejamento de capacidade etc. Essas ferramentas estão disponíveis para você analisar o desempenho dos seus servidores virtuais?
  4. Quais são os recursos de segurança implementados pelo provedor? Por exemplo, eles têm defesa contra ataques do tipo DoS (Denial of Service)? O provedor está compliance com certificações, como PCI, SAS 70, SSAE 16, ISO 27001 e FISMA, apenas para citar as mais comuns? Há um estudo muito interessante que aborda segurança em provedores de nuvem, acesse.
  5. O data center está localizado no território brasilerio? Se não, a que leis ele estará sujeito? Em caso de auditoria e eventual investigação forense, como você terá acesso a seus dados?
  6. Qual o background do fornecedor em lidar com clientes corporativos? O mercado voltado para usuário final e o corporativo são bem diferentes em demandas de suporte e preparo da equipe técnica. Um provedor que não tenha fortes raízes no atendimento ao mercado corporativo poderá encontrar muita dificuldade em atender às demandas específicas dos seus clientes.
  7. Suporte: Como é o suporte? 24 x7? Via e-mail, telefone ou chat? Qual a política de preços para níveis de suporte diferenciados?
  8. Billing: A fatura é fácil de entender e abrangente o suficiente para não gerar dúvidas?
  9. Contrato: Quais são as garantias contratuais? Como é a rescisão? Existem facilidades para você migrar para outro provedor? Quais e quanto custam? Existe garantia de que os dados serão apagados após o fim do contrato? Além disso, observe que na maioria das empresas a auditoria exige um contrato, diferente de uma nuvem de uso pessoal, em que com um simples cartão de crédito você abre uma conta e obtém servidores virtuais.
  10. O provedor é financeiramente estável? Tem condições de investir e acompanhar a evolução do mercado e das tecnologias de cloud? Tem condições de ampliar sua capacidade?
  11. Qual é a estratégia de cloud do provedor? Quão importante é para o negócio dele?
  12. Existe um ecossistema em torno do provedor que ofereça aplicativos, educação e consultoria que possam ajudá-lo a usar melhor a computação em nuvem?

Como vemos, existem vários requisitos que devem ser analisados. Fale com os representantes de vendas do provedor, visite o data center, ligue para outros clientes e veja o grau de satisfação deles. E não esqueça que a governança de TI continua com você. Assim, analise as licenças de software que você tem e valide-as com relação ao seu uso na nuvem. Mantenha uma equipe que interaja com o provedor para resolver problemas e manter um SLA adequado às suas necessidades. E concentre-se no seu negócio, deixando a tarefa de gerenciar os seus servidores e seus sistemas operacionais (puro overhead, que não agrega um centavo ao seu faturamento) por conta do provedor.

Bem-vindo às nuvens!

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29

fev
2012

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Cloud Computing

Por Allison

Deltacloud agora faz parte do Apache Top Level Project

Em 29, fev 2012 | Sem Comentários | Em Blog, Cloud Computing | Por Allison

Com informações de The H

Fonte: IMasters

O projeto Apache Deltacloud, que vem sendo incubado no Apache desde que foi contribuído para o Apache, em maio de 2010, pelo Red Hat, se tornou oficialmente parte do Apache Top Level Project.

O Deltacloud é uma definição para uma API REST para interagir com provedores de serviços em nuvem. Ele também inclui implementações para um servidor de API para serviços populares em cloud, como Amazon, Eucalyptus, GoGrid, Microsoft, OpenStack e Rackspace. Além disso, há bibliotecas clientes para Ruby, C e C++.

Na verdade, o Deltacloud foi votado e elevado à categoria de projeto de alto nível em outubro de 2011. A razão de isso ter sido anunciado ontem não está clara, mas alguns projetos levam tempo para migrar sua infraestrutura para alto nível.

O Deltacloud é o segundo projeto de gerenciamento de API em nuvem a ser qualificado para o status de alto nível da Apache Software Foundation. Em maio de 2011, o Apache Libcloud conseguiu o feito. Ele é uma implementação baseada em Python de API common vendor-independent para serviços em nuvem. Ela usa múltiplos backends para traduzir sua API para um serviço alvo.

Esses dois projetos são algumas das tentativas de criar uma API padronizada para interagir com nuvens IaaS (Infrastructure-as-a-Service). Outras novidades incluem um serviço de barramento da Open Source Business Foundation, um guia IEEE e um padrão para portabilidade cloud, e uma iniciativa OASIS chamada TOSCA (Topology and Orchestration Specification for Cloud Applications).

O Deltacloud está disponível para download e para instalação neste link e é distribuído sob a Apache Licence 2.0.

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22

jan
2012

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Por Allison

2012: Cloud já é realidade

Em 22, jan 2012 | Sem Comentários | Em Blog, Cloud Computing | Por Allison

Fonte: Cezar Taurion/IMasters

O tema cloud computing já está se tornando realidade, embora ainda demande muita discussão e opiniões conflitantes. A cada dia vemos o ecossistema criado em torno da computação em nuvem se consolidar e mais e mais casos de sucesso são divulgados. E como todo janeiro, que tal falarmos das perspectivas de cloud para o ano que entra?

Não vou citar estatisticas e previsões porque nem sempre os analistas de indústria que fornecem estas estatísticas e estimativas concordam entre si nos numeros.

As três camadas de cloud – IaaS, PaaS e SaaS – podem ser vistas como uma hierarquia, onde na camada mais de baixo temos IaaS, acima dela temos a PaaS e no topo SaaS. As camadas superiores são construídas em cima das camadas de baixo. Os benefícios obtidos são diretamente relacionados com a camada. Ou seja, quanto mais alta a camada, maiores os benefícios potenciais.

IaaS pode ser considerado como a camada “comoditizada” pois oferece basicamente infraestrutura virtual, abstraindo os equipamentos físicos dos usuários e não oferece conteúdo.

O SaaS, por sua vez, possibilita um nível de abstração mais alto. O usuário só vê as funcionalidades do software, sem precisar saber qual tecnologia é utilizada e nem mesmo se preocupar com upgrades de versões.

O uso de PaaS, pelo menos durante 2012, deve ficar restrito às plataformas dos fornecedores de SaaS que as utilizam como extensão das funcionalidades de seus produtos. O exemplo mais emblemático é o force.com que permite criar aplicativos que expandem as funcionalidades do salesforce.

Posteriormente veremos PaaS se consolidando com tecnologias próprias, separadas dos fornecedores de SaaS. Isto vai acontecer com o amadurecimento no uso de cloud, quando as empresas que utilizarem as PaaS acopladas aos SaaS identificarão que estarão aprisionados nestas plataformas. Um aplicativo escrito para um PaaS acoplado a um SaaS só funciona com aquele SaaS específico.

Mas é indiscutível que ainda estamos aprendendo a explorar a potencialidade da computação em nuvem e vamos aprender muito mais nos próximos anos. Os primeiros projetos têm sido exploratórios, o que é natural.

O que veremos este ano? Nuvens recheadas de workloads típicos para serem terceirizados via SaaS e aplicações on-premise transferidas para nuvens IaaS. Estarão abrindo caminho para a plena adoção do modelo, e embora limitados em seus impactos.

Na verdade, os ciclos de mudança tecnológica levam alguns anos para amadurecer. Provavelmente em 2020, a computação em nuvem será lugar comum, mas isso só será possível se os primeiros passos forem dados agora em 2012. Cloud computing é realidade agora e já deveria estar no radar dos gestores de TI de todas as empresas.

Até a próxima!

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09

nov
2011

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Por Allison

10 previsões sobre o futuro da computação em nuvem

Em 09, nov 2011 | Sem Comentários | Em Blog | Por Allison

Preparando-se para um painel de discussão que ocorrerá em Israel, em um evento sobre o futuro da computação em nuvem, Geva Perry, que frequentemente realiza palestras em empresas e eventos do setor sobre o tema, publicou suas previsões sobre o futuro do cloud computing.

Compilei alguns dos conceitos em que tenho pensado nos últimos anos, e achei que deveria compartilhá-los para receber feedback. Tenha em mente que se tratam de previsões e tendências de longo prazo.

Considerando que fornecedores de computação em nuvem oferecem serviços que, de acordo com a pilha tecnológica de cada solução, são geralmente classificados como Software como Serviço (SaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Infraestrutura como Serviço (IaaS), Perry prevê:

  • O PaaS irá dominar: IaaS se torna nicho. No longo prazo, IaaS não faz sentido, exceto para um conjunto limitado de cenários. Todos os prestadores de IaaS querem ser PaaS quando crescerem.
  • Nuvens públicas irão dominar: nuvens internas serão nicho. No longo prazo, nuvens internas (nuvens operando nos centro de dados particulares das empresas, ou “nuvens privadas”) não fazem sentido.

Perry acredita que existirão nuvens especializadas em nichos, por uma série de fatores. Diferentes plataformas de computação em nuvem possuem características diferentes, bem como as aplicações que suportam. E tais fatores não são apenas ditados pela natureza do negócio; são também regulados por autoridades específicas, como organizações, bancos e governos.

Outros fatores para a especialização em nichos são a necessidade de privacidade e as características de desempenho requeridas. Dessa forma, Perry afirma que não existe uma solução única para todos casos. Além disso, com suas previsões, Perry traz à tona questões sobre padronização, portabilidade e o ecossistema de fornecedores de serviços de nuvem.

  • O debate Controle versus Liberdade: Liberdade é um termo genérico utilizado pelos pioneiros na adoção de soluções em nuvem (sem custos iniciais, sob demanda, com auto-serviço e maior poder ao pessoal de produção – por exemplo, os desenvolvedores), mas o controle (ou falta dele) é o termo genérico para os obstáculos em sua adoção por grandes empresas.
  • Federações na Nuvem: […] em qualquer negócio que dependa fortemente de confiança, como TI, nada supera uma marca local. Dessa forma, as pessoas tenderão a migrar para a nuvem de uma operadora de telefonia ou provedor de TI local de sua confiança. Por outro lado, como terão de alcançar uma audiência global, vão precisar de servidores em todo o mundo. Como resultado, veremos a formação de federações de nuvens […]
  • Padrões de Nuvem: [A definição de padrões em cloud] também é inevitável. No entanto, teremos vários padrões concorrentes. Pelo menos uma posição formal de especificação por um organismo de normalização e vários padrões “de fato” de grandes players comerciais, tais como Amazon e VMWare.
  • Consolidação horizontal e vertical: Como em qualquer indústria, conforme a computação em nuvem amadurece, irá ocorrer uma consolidação. Isso acontecerá tanto horizontalmente, por exemplo, grandes players IaaS irão incorporar provedores regionais […]

Destacamos algumas das previsões do post original de Perry.

Fonte: Postado por Dilip Krishnan , traduzido por Fernando Ultremare/InfoQ

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