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Chega ao mercado o GNOME 3.2

O projeto GNOME lançou o GNOME 3.2, a primeira grande revisão da terceira geração do GNOME. A nova versão solucionou muitas das idiossincrasias no GNOME 3, que recebeu várias críticas dos usuários, e também incluiu novos programas que oferecem melhor integração entre o desktop e o serviço de nuvem.

Uma das novas características é o suporte à conta online. Isso coloca uma entrada nas configurações do sistema e o menu do usuário com o qual ele pode armazenar seus dados de acesso para os serviços online, tais como dados de conta Google. Outras aplicações são capazes de consultar o as informações e usá-las para acessar o serviço de nuvem.

O aplicativo Empathy e o Evolution são alguns dos programas que conseguem usar as contas online. O Empathy, por exemplo, recupera informações da conexão do IM e, consequentemente, requer pouca configuração.

A configuração de tela da nova versão permite ao usuário especificar se cada conta configurável pode ser usada para reconciliar e-mail, calendário, contatos de dados, dados de IM e documentos. No entanto, a versão de pré-lançamento do Fedora 16, que foi usada para conhecer um pouco do GNOME 3.2, só permite a configuração de conta Google. Está previsto suporte para outros serviçois online, como Yahoo!, Flickr, Exchange e Facebook.

Novas entradas

Dois novos programas, Contatos e Documentos, também usam as contas online. O GNOME Contatos tem um design muito simples e pode ser usado para visualizar e modificar dados de contatos salvos na Empathy, no Evolution, ou configurados nos serviços online. O GNOME Documentos é destinado a fornecer uma visão simples e acesso aos documentos locais e remotos.

Outra característica nova é o Sushi, uma aplicação de visualização rápida que pode ser usada de dentro do gerenciador de arquivos Nautilus. O Sushi mostra uma pré-visualização do arquivo selecionado quando a barra de espaço for pressionada no Nautilus. Pressionando a barra de espaço novamente, a visualização fecha. O Sushi é capaz de exibir visualizações de arquivos de imagem, PDFs, arquivos de texto e vários outros tipos de arquivo.

Web apps

Um novo recurso no browser Epiphany do GNOME pode ser usado para salvar aplicações já embutidas no navegador, como o Twitter, para o desktop como aplicações web. Eles podem, então, ser lançados a partir da área de aplicativo do sistema.

Isso pode ser útil para sites usados frequentemente, como Facebook, Google+, ou Twitter. As aplicações web são executadas em seu próprio processo, o que significa que elas não são afetados o navegador falhar. Elas usam os cookies do perfil do navegador. Se o usuário clicar em um link para outro domínio, a partir de um aplicativo web, ele é aberto no navegador.

Texto publicado originalmente em: The H

Fonte: IMaster

5 razões para dar uma chance ao Mandriva Linux

Nova versão da distribuição do sistema operacional de código aberto traz algumas ótimas novidades; sistema está mais amigável e flexível

O Ubuntu, da Canonical, pode dominar as manchetes do mundo Linux, mas o fato é que ele continua sendo apenas uma entre várias distribuições populares de desktop do sistema aberto e de código aberto.

Há pouco tempo escrevi sobre o Linux Mint – que é atualmente o segundo competidor mais popular, de acordo com a DistroWatch – mas outro participante importante desse jogo é o Mandriva, que agora ocupa o 10º lugar na lista da DistroWatch, logo atrás do Puppy Linux.

Seguindo o lançamento de sua segunda e última versão beta em abril, um novo lançamento principal do Mandriva foi lançado agora no domingo, 28/8. Chamado de “Hydrogen” (hidrogênio), o Mandriva 2011 pode ser baixado no site do projeto.

Se você está buscando uma alternativa para o mundo restrito de Mac vs. Windows, seguem abaixo cinco razões que explicam por que vale a pena dar uma olhada no mais recente lançamento (gratuito) do Mandriva.

1. O desktop KDE Plasma

Enquanto o Mandriva costumava incluir vários ambientes desktop e gerenciadores de janela – incluindo GNOME e Xfce – o projeto agora decidiu focar totalmente no KDE Plasma Desktop como seu único ambiente desktop oficialmente suportado.

“Essa concentração dos nossos esforços nos permitiu tornar o desktop do Mandrive a melhor distribuição baseada em KDE na indústria de softwares livres”, explicam os desenvolvedores do programa.

Como já havia notado, o KDE é uma opção de desktop muito popular e atraente, e muitas pessoas preferem-no do que qualquer outro. Mas aquelas pessoas que realmente querem usar o Mandriva com algo a mais ainda poderão fazer por meio de pacotes não oficiais ou distribuições preparadas por membros da comunidade.

2. Um novo tema gráfico

O antigo tema “Galaxy” do Mandriva agora foi substituído pelo “Rosa”, uma alternativa interessante em que a cor azul aparece de maneira predominante (sim, não faz sentido). Também estão inclusos no Rosa temas para cada componente da distribuição assim como um pacote de ícones originais e alguns papéis de parede novos.

3. Flexível e Amigável

A nova tela de início “SimpleWelcome” do Mandriva 2011 é desenvolvida para ser mais simples e acolhedora para novatos, enquanto seu utilitário TimeFrame permite encontrar arquivos por data, sem precisar lembrar onde os salvou.

O app StackFolder oferece acesso rápido a pastas usadas frequentemente, enquanto o RocketBar traz uma nova flexibilidade ao painel KDE padrão. Já o MandrivaSync é o serviço na nuvem do Mandriva, de forma parecida com o Ubuntu One; os usuários podem armazenar até 2GB de graça.

4. Um arsenal incrível

O Mandriva 2011 traz praticamente todos os softwares de que você vai precisar. Além do gerenciador de telas KDE, o KDM, há o gerenciador de arquivos Dolphin, o pacote de produtividade pronto para empresas LibreOffice 3.4.2, o cliente de microblogging Choqok, e o navegador Firefox 5.0.1 e o programa de e-mail Thunderbird 5.0.

O Shotwell substituiu o gerenciador de fotos DigiKam, e há o PiTiVi para edição de vídeos e o Clementine para músicas. Enquanto isso, o novíssimo Mandriva Package Manager destinado para eventual inclusão atualmente está disponível a partir do repositório para fins de testes.

Debaixo da “capota”, o Mandriva 2011 vem com o kernel 2.6.38 Systemd do Linux, RPM5 e X.Org 7.6 com X.Org X Server 1.10.3. Chips novos da Intel e Nvidia e placas gráficas da AMD e da ATI prometem melhorar o desempenho e estabilidade do sistema.

5. Fácil e de graça

No Mandriva 2011, um novo instalador permite instalar o sistema operacional gratuito em seu computador a partir do modo live. O processo de instalação também foi completamente revisado e simplificado enquanto consegue acomodar diferentes variações e configurações de sistema, de acordo com os desenvolvedores do projeto.

O Mandriva Desktop 2011 será suportado por um ano e meio. Baseado neste lançamento, uma versão LTS (Long Term Support) oferecendo três anos de suporte chega até o final do ano.

Se levarmos em conta especialmente toda a controvérsia em torno do Ubuntu 11.04 “Natty Narwhal” e seu desktop Unity – sem mencionar o igualmente controverso GNOME 3 – o Mandriva 2011 pode ser uma alternativa interessante. Também gosto bastante do visual de seu desktop KDE. E o melhor de tudo, obviamente, é que isso é Linux: gratuito e rápido de testar, altamente seguro, e livre para você customizá-lo da maneira que preferir.

Fonte: PcWorld