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PostgreSQL e Neo4J vão para a nuvem

Fonte: Postado por Abel Avram , traduzido por Adalberto Zanata/InfoQ

O banco relacional PostgreSQL e o banco NoSQL baseado em grafos Neo4J,estão entre os mais recentes repositórios de dados a trilharem o caminho rumo à nuvem. Já é possível executar instâncias com Postgres no AWS e acessar o Neo4J a partir do Heroku.

PostgreSQL

A EnterpriseDB, fornecedora de serviços baseados em PostgreSQL, anunciou a disponibilização do Postgres Plus Cloud Database (PPCDB) na forma de um DaaS (Banco de Dados como Serviço). O serviço oferece o PostgreSQL 9.1 e o Postgres Plus Advanced Server 9.0, na Amazon AWS, em instâncias virtuais previamente configuradas, conhecidas como AMIs.

O OpenStack, projeto de computação em nuvem baseado em IaaS (Infraestrutura como Serviço) e idealizado pela Rackspace em parceria com a NASA, terá suporte ao PostgreSQL na nuvem e será usado pelo CloudBees e o Cloud Services da HP. Outro fornecedor interessado no serviço é a Engine Yard, um provedor de PaaS (Plataforma como Serviço) focado em deployment e gerenciamento de sistemas Ruby on Rails e PHP.

O Postgres Plus Cloud Database disponibiliza uma interface web para instalar e gerenciar instâncias isoladas ou clusters de bancos de dados Postgres na nuvem, além de oferecer autodimensionamento, balanceamento de carga para leitura e gravação, replicação binária, fail-over, autoprovisionamento, armazenamento elástico, clonagem de banco de dados e backups automatizados.

O Postgres Plus Advanced Server tem compatibilidade com a Oracle, permitindo aos desenvolvedores executarem a maior parte das instruções SQL do Oracle em um banco de dados Postgres.

O custo de uma instância do PPCDB na Amazon é semelhante à de uma instância do MySQL.

Neo4J

O banco de dados NoSQL Neo4J também está indo para a nuvem. Além de melhorias como o mecanismo de consultas Cypher, um painel de administração para web, aperfeiçoamentos no kernel e uma atualização do Lucene, o Neo4J 1.6 agora pode ser acessado a partir do Heroku, através de um add-on (em beta) que oferece uma interface RESTful.

Há vários clientes REST para Neo4J que permitem utilizá-lo a partir de diferentes linguagens, incluindo.NET, Python, PHP, Ruby e Java. Os add-ons do Heroku permitem estender as funcionalidades básicas e se conectar a serviços externos. Esta última é a forma que Neo4J é acessado do Heroku.

2012: Cloud já é realidade

Fonte: Cezar Taurion/IMasters

O tema cloud computing já está se tornando realidade, embora ainda demande muita discussão e opiniões conflitantes. A cada dia vemos o ecossistema criado em torno da computação em nuvem se consolidar e mais e mais casos de sucesso são divulgados. E como todo janeiro, que tal falarmos das perspectivas de cloud para o ano que entra?

Não vou citar estatisticas e previsões porque nem sempre os analistas de indústria que fornecem estas estatísticas e estimativas concordam entre si nos numeros.

As três camadas de cloud – IaaS, PaaS e SaaS – podem ser vistas como uma hierarquia, onde na camada mais de baixo temos IaaS, acima dela temos a PaaS e no topo SaaS. As camadas superiores são construídas em cima das camadas de baixo. Os benefícios obtidos são diretamente relacionados com a camada. Ou seja, quanto mais alta a camada, maiores os benefícios potenciais.

IaaS pode ser considerado como a camada “comoditizada” pois oferece basicamente infraestrutura virtual, abstraindo os equipamentos físicos dos usuários e não oferece conteúdo.

O SaaS, por sua vez, possibilita um nível de abstração mais alto. O usuário só vê as funcionalidades do software, sem precisar saber qual tecnologia é utilizada e nem mesmo se preocupar com upgrades de versões.

O uso de PaaS, pelo menos durante 2012, deve ficar restrito às plataformas dos fornecedores de SaaS que as utilizam como extensão das funcionalidades de seus produtos. O exemplo mais emblemático é o force.com que permite criar aplicativos que expandem as funcionalidades do salesforce.

Posteriormente veremos PaaS se consolidando com tecnologias próprias, separadas dos fornecedores de SaaS. Isto vai acontecer com o amadurecimento no uso de cloud, quando as empresas que utilizarem as PaaS acopladas aos SaaS identificarão que estarão aprisionados nestas plataformas. Um aplicativo escrito para um PaaS acoplado a um SaaS só funciona com aquele SaaS específico.

Mas é indiscutível que ainda estamos aprendendo a explorar a potencialidade da computação em nuvem e vamos aprender muito mais nos próximos anos. Os primeiros projetos têm sido exploratórios, o que é natural.

O que veremos este ano? Nuvens recheadas de workloads típicos para serem terceirizados via SaaS e aplicações on-premise transferidas para nuvens IaaS. Estarão abrindo caminho para a plena adoção do modelo, e embora limitados em seus impactos.

Na verdade, os ciclos de mudança tecnológica levam alguns anos para amadurecer. Provavelmente em 2020, a computação em nuvem será lugar comum, mas isso só será possível se os primeiros passos forem dados agora em 2012. Cloud computing é realidade agora e já deveria estar no radar dos gestores de TI de todas as empresas.

Até a próxima!

Cloud Computing – Definição

A Cloud Computing ou Computação em Nuvem é a grande tendência da Informática e da Internet no momento. Computação em Nuvem é um conceito que se baseia na crença de que, no futuro, ninguém mais precisará instalar softwares em seu computador. Tudo será acessível como serviço da internet. Os softwares tornam-se serviços on-line acessíveis sob demanda levando assim a um novo paradigma da computação: Software como Serviço (‘Software-as-a-Service – SaaS’).

A tendência é, portanto, de usar computadores menos potentes ou outros dispositivos móveis como celulares, etc., desde que com acesso à Internet. Assim, o computador está se transformando em uma simples plataforma de acesso a aplicações, que estariam em uma grande nuvem – a Internet. O diretor executivo da Google Eric Schmidt afirma que o computador do futuro é a Internet.

Neste novo mundo da informática em nuvem, o usuário terá uma conta (nome de login e senha de acesso a um site) lhe possibilitando utilizar aplicativos em tempo real via internet. Assim, todos os dados e trabalhos realizados pelos usuários poderão ser armazenados na nuvem. O acesso podendo ser feito a partir de qualquer lugar do mundo. Os dados das caixas pretas das aeronaves, por exemplo, poderão ser armazenados em tempo real em discos virtuais ‘nas nuvens’. Isto acabaria com os problemas da perca ou danificação das caixas pretas, como foi o caso no acidente da Air France Rio-Paris.

O computador do futuro é, portanto, a Internet. Hoje, se tivermos um problema no nosso computador, corremos o risco de perder todo conteúdo. Porém, com a computação em nuvens, isto não acontece e nós não precisamos nos preocupar. Não importa se usamos o celular, o computador ou qualquer outro dispositivo móvel, tudo estará guardado na internet, na nuvem.

Em realidade, o conceito da computação em nuvem, que é baseado na transformação de softwares em serviços (SaaS), não é novo. Há uma analogia feita com a distribuição da energia elétrica. De fato, na época das gigantescas e famosas rodas de Burden (1851), utilizadas para geração de energia nos Estados Unidos usando a água dos rios, as casas e as indústrias eram responsáveis pela geração de sua própria energia o que limitava sua localização para ficar perto dos rios (fonte de energia), pois não havia, na época, tecnologia para transporte e distribuição dessa energia para longas distâncias. Meio século depois, e graças às invenções de Thomas Edson e à aparição das primeiras usinas de transporte e distribuição de energia (Edson General Electric etc.) as rodas de Burden deixaram de existir, e os donos de fábricas não precisavam mais se preocupar com a geração de energia já que esta se tornou um serviço fornecido por empresas especializadas. Assim, a Computação em Nuvem está sendo considerada hoje como a grande ferramenta de mudança, assim como a eletricidade foi para a revolução industrial.

Portanto, da mesma forma que estamos pagando para serviços como o do fornecimento da energia elétrica, da telefonia etc., pagaríamos normalmente para serviços de computação em nuvem. Basta ter cuidado com os aspectos da qualidade dos serviços oferecidos e com os problemas da segurança de dados.

Empresas como a Google e a Microsoft são as mais avançadas no desenvolvimento de tecnologias para computação em nuvem. O exemplo mais famoso da computação em nuvem é o serviço do e-mail (Gmail da Google, Hotmail da Microsoft, etc.). São serviços gratuitos, que não exigem de nós um software instalado em nosso computador e nem um disco para armazenar os e-mails. Basta termos acesso à Internet para lermos e enviarmos e-mails. Os serviços de e-commerce (Amazon.com, Mercado Livro etc.) são outro exemplo de computação em nuvem. A Google tem vários serviços de computação em nuvem como o Google Talk, Google Maps, Google Docs, DoubleClick e o iGoogle. A Microsoft também está fazendo um grande esforço neste ramo com o projeto arrojado Natal que fornece uma interface natural definindo um conceito revolucionário de jogos interativos. Recentemente, a empresa Adobe disponibilizou uma versão em nuvem de seu famoso software de tratamento de imagens Photoshop.

Assim, no mundo da Computação em Nuvem, pagaríamos apenas pelo uso do serviço e não seremos mais obrigados a comprar licenças de software que geralmente são muito caras para um uso que às vezes é instantâneo. É o advento, na área de Tecnologia da Informação –TI, do conceito de ‘Serviço sob demanda’ ou serviços na medida certa que está nos trazendo economia, conforto, e qualidade.

A Computação em Nuvem é mais uma evolução da tecnologia que deve ser utilizada a favor da humanidade. Ela é considerada hoje como a tecnologia ANYTIME (em qualquer hora), ANYWHERE (a qualquer lugar) e ANYTHING (qualquer serviço). Mas devemos nos preocupar que ela seja uma tecnologia ANYBODY (para todas as pessoas) e não apenas SOMEBODY (para algumas pessoas) promovendo de fato uma verdadeira inclusão social por meio da inclusão digital.

Assim, só por meio do investimento no conhecimento e pela definição de um ambiente favorável com a instalação de um Pólo de Software e de um Parque Tecnológico no Estado para que o Maranhão possa aspirar entrar neste mundo grandioso da TI e desenvolver tecnologias em Nuvem etc. Temos o potencial humano para enfrentar tal desafio desenvolvendo produtos e inovações que gerarão riquezas para todos os maranhenses.

Fonte: Dr. Sofiane Labidi/JornalPequeno

10 previsões sobre o futuro da computação em nuvem

Preparando-se para um painel de discussão que ocorrerá em Israel, em um evento sobre o futuro da computação em nuvem, Geva Perry, que frequentemente realiza palestras em empresas e eventos do setor sobre o tema, publicou suas previsões sobre o futuro do cloud computing.

Compilei alguns dos conceitos em que tenho pensado nos últimos anos, e achei que deveria compartilhá-los para receber feedback. Tenha em mente que se tratam de previsões e tendências de longo prazo.

Considerando que fornecedores de computação em nuvem oferecem serviços que, de acordo com a pilha tecnológica de cada solução, são geralmente classificados como Software como Serviço (SaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Infraestrutura como Serviço (IaaS), Perry prevê:

  • O PaaS irá dominar: IaaS se torna nicho. No longo prazo, IaaS não faz sentido, exceto para um conjunto limitado de cenários. Todos os prestadores de IaaS querem ser PaaS quando crescerem.
  • Nuvens públicas irão dominar: nuvens internas serão nicho. No longo prazo, nuvens internas (nuvens operando nos centro de dados particulares das empresas, ou “nuvens privadas”) não fazem sentido.

Perry acredita que existirão nuvens especializadas em nichos, por uma série de fatores. Diferentes plataformas de computação em nuvem possuem características diferentes, bem como as aplicações que suportam. E tais fatores não são apenas ditados pela natureza do negócio; são também regulados por autoridades específicas, como organizações, bancos e governos.

Outros fatores para a especialização em nichos são a necessidade de privacidade e as características de desempenho requeridas. Dessa forma, Perry afirma que não existe uma solução única para todos casos. Além disso, com suas previsões, Perry traz à tona questões sobre padronização, portabilidade e o ecossistema de fornecedores de serviços de nuvem.

  • O debate Controle versus Liberdade: Liberdade é um termo genérico utilizado pelos pioneiros na adoção de soluções em nuvem (sem custos iniciais, sob demanda, com auto-serviço e maior poder ao pessoal de produção – por exemplo, os desenvolvedores), mas o controle (ou falta dele) é o termo genérico para os obstáculos em sua adoção por grandes empresas.
  • Federações na Nuvem: […] em qualquer negócio que dependa fortemente de confiança, como TI, nada supera uma marca local. Dessa forma, as pessoas tenderão a migrar para a nuvem de uma operadora de telefonia ou provedor de TI local de sua confiança. Por outro lado, como terão de alcançar uma audiência global, vão precisar de servidores em todo o mundo. Como resultado, veremos a formação de federações de nuvens […]
  • Padrões de Nuvem: [A definição de padrões em cloud] também é inevitável. No entanto, teremos vários padrões concorrentes. Pelo menos uma posição formal de especificação por um organismo de normalização e vários padrões “de fato” de grandes players comerciais, tais como Amazon e VMWare.
  • Consolidação horizontal e vertical: Como em qualquer indústria, conforme a computação em nuvem amadurece, irá ocorrer uma consolidação. Isso acontecerá tanto horizontalmente, por exemplo, grandes players IaaS irão incorporar provedores regionais […]

Destacamos algumas das previsões do post original de Perry.

Fonte: Postado por Dilip Krishnan , traduzido por Fernando Ultremare/InfoQ

Divisão de cloud da Amazon chegará ao Brasil

A Amazon prepara a estreia de uma operação de hosting e computação em nuvem no Brasil.

Na próxima semana, a empresa deve anunciar oficialmente a estreia no país da Amazon Web Services, divisão da companhia que concorrerá diretamente com os maiores players do setor no Brasil, como Localweb, Tesla, UOL e Alog.

A empresa contratou o ex-gerente do Google e especialista no mercado de tecnologia para empresas, José Nilo, para estruturar a operação da empresa no Brasil. A varejista também negocia com editoras brasileiras de livros seu ingresso no país no segmento de e-books, competindo com Saraiva e Cultura.

Fonte: IMaster

Unesp usa computação em nuvem para divulgar resultados do Vestibular

Cloud Computing permite acessos simultâneos sem que o site fique congestionado

A Unesp passou a utilizar a tecnologia cloud computing (computação em nuvem, em português), sistema que possibilita alta disponibilidade de serviços de rede e grande desempenho sem a necessidade de investimento em equipamentos. A experiência foi realizada na divulgação do resultado do Vestibular Meio de Ano, realizado nos meses de junho e julho, quando cerca de 12 mil alunos se inscreveram no concurso. A Universidade utiliza o cloud computing por meio da ANSP (Academic Network of São Paulo), projeto da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

“Essa foi a primeira experiência desse sistema em vestibulares no Brasil”, afirma o coordenador da ANSP e professor da USP Luis Fernandez Lopez. Com o cloud computing, as listas de aprovados nas duas fases puderam ser consultadas sem atropelos para os candidatos e a Universidade. O resultado foi considerado bastante satisfatório pela Unesp e serviu como piloto para o Vestibular de dezembro, época em que o exame recebe cerca de 80 mil inscritos.

Coordenador do GRC (Grupo de Redes de Computadores) da Reitoria, Carlos Coletti diz que o serviço oferecido pela Unesp utilizou um ambiente com 100 GB de espaço em disco, 5 GHz de processamento, 10 GB de memória e 10 Mbps de rede.

Uma grande vantagem do cloud computing, segundo explica Coletti, é que não há a necessidade da instituição ou da empresa investir em servidores no Datacenter para atender demandas periódicas. Esses equipamentos podem ficar ociosos grande parte do tempo, além de se tornarem obsoletos rapidamente, gerando a necessidade de novos investimentos.

“É a tecnologia ideal para sites que têm picos de acessos e períodos de ociosidade alternados”, enfatiza Lopez. De acordo com o pesquisador, o modelo empregado pela Unesp é o mesmo que vem sendo usado pelo governo americano há dois anos. O governo brasileiro também anunciou esta semana que vai utilizar o sistema de nuvem, para evitar congestionamento de rede na divulgação de informações referentes a impostos, editais e concursos públicos, por exemplo.

Segurança

Além das universidades e órgãos oficiais, os bancos também podem se beneficiar do modelo, já que há aumento na demanda nas segundas-feiras pela manhã e nas sextas-feiras à tarde no sistema bancário on-line. Para Lopez, esse é um setor que tem necessidades específicas de segurança que ainda precisam ser desenvolvidas.

Ainda não é possível evitar ataques hackers do tipo DDoS (Distributed Denial of Service), como aqueles organizados em forma de protesto contra sites de empresas ou órgãos governamentais por meio de uma quantidade devastadora de acessos para retirar sites da web. Entretanto, na maior parte dos casos, a nuvem lida com esses ataques muito melhor que servidores individuais, de acordo com o pesquisador, porque, enquanto um servidor normal está preparado para suportar centenas de acessos simultâneos, uma nuvem comercial típica pode suportar até milhões desses acessos.

Fonte: ABN News

Cloud e a TI invisível

Um fenômeno bem interessante que ocorre em muitas das médias e grandes empresas é a chamada “TI invisível”. Em resumo, são as tecnologias e os serviços adquiridos pelos usuários das áreas de negócio, com seus próprios budgets, à sombra de TI.

O fenômeno na prática

Esse fenômeno surgiu com o advento do modelo client-server, que permitiu que áreas usuárias comprassem pequenos servidores e aplicativos departamentais. Sem que TI soubesse, o processo se acelerou com o advento da Internet e agora o vemos potencializado pela computação em nuvem.

Vamos imaginar um cenário hipotético. Um executivo da linha de negócios precisa de um sistema de gestão de frotas. A resposta que ele ouve do CIO provavelmente será: “Não tenho budget para desenvolver esse sistema internamente, mas vá ao mercado e selecione um aplicativo que seja adequado e depois volte aqui”.

Ele assim o faz. Pesquisa o mercado e seleciona um dentre vários aplicativos. Volta ao CIO, mostra o aplicativo e ouve: “Muito bem, mas o aplicativo roda em Windows e meu ambiente é Linux. Terei que adquirir um servidor, banco de dados e outros softwares que serão necessários para operar o sistema. Além disso, terei que contratar um administrador para esse novo ambiente. Tudo isso vai demorar uns 3 meses”.

Resultado: ele vai gastar o dobro do planejado e terá que esperar muito tempo após aportar seu budget para usufruir da funcionalidade oferecida pelo aplicativo na sua empresa.

Buscando soluções

Outra coisa que ele poderá fazer: buscar aplicativos oferecidos na modalidade SaaS e adquirir um diretamente, bypassando por completo TI. Caso a empresa tenha o CRM da Salesforce, ele poderá ir ao AppExchange e selecionar um dentre vários aplicativos.

Hoje o AppExchange funciona apenas para aplicativos que rodem na nuvem do salesforce, mas nada impede o surgimento de outros mercados como vemos no setor de aplicativos móveis com Android market, Appstore etc.

O que o CIO deverá fazer? Lutar contra? Será quase impossível ganhar a guerra, pois o apelo econômico do modelo de computação é extremamente atrativo para ser ignorado. Além disso, com mais e mais disponibilidade de ofertas em nuvem, os usuários buscarão atender suas próprias demandas passando por cima das barreiras impostas por TI.

Usuários e seus perfis

A área de TI deve compreender que ela e os usuários têm prioridades diferentes quando estão adquirindo serviços e produtos de tecnologia. TI se preocupa primeiramente com questões de segurança e compatibilidade do novo aplicativo com o ambiente operacional. Os usuários priorizam a funcionalidade do aplicativo e deixam em segundo plano estas questões “técnico-mundanas”.

O atual modelo on-premise cria algumas barreiras, pois mesmo que o usuário adquira um aplicativo de forma independente, muitas vezes TI tem que entrar no circuito para instalar o servidor e seu ambiente operacional.

Em nuvem, TI não é necessária. O usuário interage diretamente com o provedor da nuvem e adquire o serviço com cartão de crédito. O acesso a vastos e baratos recursos computacionais como servidores virtuais em nuvens IaaS ou aplicativos SaaS, usando-se um simples cartão de crédito, tornam as coisas mais fáceis para o usuário bypassar TI.

Adaptando-se ao mercado

À medida que esse hábito se espalhar pela organização, teremos uma bomba relógio. Provavelmente, muitos desses aplicativos deverão interoperar com outros que estejam em outras nuvens ou mesmo on-premise em servidores gerenciados por TI. Como fazer essa interoperabilidade acontecer? Além disso, até que ponto os usuários se preocuparão com questões como backup ou aspectos legais quanto a privacidade e soberania dos dados?

Portanto, TI não pode e nem deve abdicar da responsabilidade de manter as tecnologias operando de forma segura e sempre disponível. Mas, na minha opinião, o atual modelo de controle de TI, extremamente restritiva e baseado no modelo de aplicativos e recursos computacionais on-premise, terá que ser flexibilizado.

Em tempos de mídias sociais, smartphones e tablets não dá para esperarmos muitos meses por um aplicativo. A velocidade do negócio exige que TI responda cada vez mais rápido e assim ao invés de lutar contra. A TI deverá se colocar como facilitador do processo de adoção da “TI invisível”. Esta já está acontecendo mesmo…

Conclusão

A área de TI deverá liderar o processo de adoção de cloud pelos usuários, propondo critérios e modelos de aquisição de recursos em nuvem, de modo a mitigar riscos para o negócio, aumentar economias de escala e garantir a integração e aderência às regras e legislações do setor.

TI deve, na verdade, “legalizar” a “TI invisível” e portanto deverá atuar de forma cada vez mais integrada e aderente às demandas do negócio. Suas prioridades deverão ser as mesmas do negócio.

Fonte: iMasters