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JavaScript e linguagens de pré-compilação

Texto em resposta ao artigo Criar aplicativos web não precisa ser uma tarefa cansativa e irritante

Fonte: Leo Balter/IMasters

Eu sei que JavaScript não é uma linguagem que vai agradar a todo mundo, mas é a linguagem que roda nativamente em qualquer navegador com uma performance que não deixa nada a desejar. O que poderiam reclamar do JavaScript seria no máximo a sintaxe. Particularmente é questão de gosto.

Problemas? Todas as linguagens têm. Porém, como todas que têm uma boa comunidade ativa, ganham melhorias e novas características bem interessantes, assim como as APIs do HTML5 que já estão por aí e o ECMAScript 6 que vai trazer ótimas novidades.

Mesmo considerando toda a questão de gostos pessoais – e respeito muito isso – ainda acho que não podemos fugir da busca pela qualidade para atender uma vontade individual.

Ou seja, assim como para fazermos o melhor não deixamos de escrever em Java para apps de Android, em Objective-C para apps de iPhone, em Ruby para apps em Rails, utilizar qualquer outra pré-linguagem que compile para JavaScript para execução em navegador é algo que não parece ser a melhor opção.

A melhor linguagem que pode ser compilada para JavaScript é o próprio JavaScript. Tenho certeza das minhas interações pelo código e da qualidade do mesmo, assim como posso encontrar outro profissional bom na linguagem para entender o que está acontecendo. Estaríamos falando da mesma linguagem e a qualidade no código seria um facilitador para essa colaboração.

Outro ponto que acredito ser crucial: não somos únicos. Quando um programador sai da empresa, morre ou esteja em qualquer situação em que não escreva mais o código de determinada aplicação ele simplesmente não leva o código junto com ele, a menos que aquilo seja intencional.

O legado de um código é ensinar para uma pessoa nova aquilo o que está acontecendo. Se eu preciso de um novo profissional quando tenho um aplicativo em CoffeScript, qual linguagem eu devo exigir dele? CoffeScript, Javascript ou as duas?

O dia que encontrar um profissional que saiba apenas CoffeScript, vou acreditar que ele é totalmente incompleto e que teria o mesmo nível de quem somente aprendeu pseudo-código, sem me importar com o tempo que ele possui de experiência.

Como ele vai entender a real situação do meu aplicativo e todos os pontos que poderíamos melhorar? Como ele vai saber se tem ali um JavaScript bem escrito e funcional?

Em outras palavras, usar linguagens de pré-compilação me parece um verdadeiro “eXtreme Go Horse”, do tipo que se funcionar, tudo bem, não se importando com o que estiver no meio do caminho.

CoffeeScript 1.2.0 é disponibilizado

A versão 1.2.0 do CofeeScript, linguagem que converte arquivos CoffeeScript em JavaScript, foi disponibilizada. Ela traz uma sintaxe melhorada do JavaScript, inspirada em outras linguagens dinâmicas, mas o código do CoffeeScript é então compilado “one-to-one” para JavaScript para portabilidade. O resultado é um fragmento legível do JavaScript.

A atualização melhora os switches –watch ( que monitora arquivos para mudanças quando executa um comando como recompilação) e o –join (que pega o resultado do javaScript a partir da compilação e o transforma em um único arquivo) no comando coffee no coração do CoffeeScript.

Usuários agora podem adicionar e remover diretórios de uma pasta watched e usar os dois switches juntos. Outras mudanças incluem a habilidade de jogar uma exceção como parte de uma expressão, melhorias ao lidar com comentários, e correções para várias regressões encontradas na versão anterior, a 1.1.3.

O CoffeeScript está disponível para download a partir do site do CoffeeScript no GitHub, na qual os usuários podem encontrar uma introdução e documentação de referência para a linguagem, instruções de instalação, um guia para recursos e o change log. O CoffeeScript requer o Node.js para rodar o compilador e é publicado sob a licença MIT.

Com informações de The H

Fonte: IMasters

GitHub lança nova versão do Hubot e a disponibiliza para o público

O GitHub lançou uma nova versão do Hubot, o robô open source de bate-papo da empresa. Os desenvolvedores do projeto disseram que a primeira versão era usada para ajudar a automatizar o chat da empresa. Entretanto, ao longo do ano passado, ele cresceu e se tornou uma “bagunça”, de acordo com os desenvolvedores. Foi então que eles decidiram reescrevê-lo por inteiro, torná-lo open source e abri-lo para o público.

Escrito em CoffeeScript e Node.js, o Hubot usa uma coleção de scripts para escutar e responder automaticamente a sequências específicas no chat. E isso inclui muitos core scripts para, por exemplo, postar imagens, fazer uma integração com o Google Maps e tradutores automáticos. Os usuários podem criar seus próprios scripts, usando CoffeeScript ou JavaScript, e ainda contam com uma gama de scripts mantidos pelo GitHub em uma comunidade.

Ele pode ser implantado em várias plataformas, incluindo o Heroku. Adaptadores são fornecidos pela Campfire e pelo IRC, mas os desenvolvedores dizem que adicionar outros serviços, como o Hipchat, “deveria ser bem trivial”.

Para mais informações sobre o Hubot, incluindo links para download, podem ser encontradas no blog do GitHub e no site do projeto Hubot. Hospedado no GitHub, o código-fonte do Hubot está licenciado sob uma licença MIT.

Com informações de The H

Fonte: IMaster