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Huawei cria celulares em cloud computing

A fabricante de aparelhos portáteis Huawei lançou o que afirma ser os primeiros smartphones baseados em cloud computing do mundo. De acordo com a empresa, os aparelhos oferecem facilidade de downolad, compartilhamento de fotos, filmes, livros eletrônicos e grandes volumes de músicas, já que mantêm as informações armazenadas na nuvem.

A fabricante chinesa tem planos de investir em torno de US$ 15,4 milhões como patrocinadora exclusiva da Supercoppa Italiana de 2011. A partida entre dois grandes times italianos – Milan e Inter de Milão – acontecerá no estádio Olímpico de Pequim, conhecido como Ninho de Pássaro, no dia 6 de agosto.

Segundo Steven Yang, presidente da Huawei Device, a empresa espera conseguir apresentar os smartphones de cloud computing a mais de 100 milhões de chineses através desse jogo.

Para isso, a fabricante pretende abrir 10 lojas próprias e 4 mil outlets nas grandes cidades chinesas até o final do ano para ampliar seus canais de distribuição e levar seus aparelhos a mais consumidores. A companhia vendeu mais de 5 milhões de smartphones no mercado doméstico no primeiro semestre de 2011, e espera que as vendas cheguem a 7 milhões no segundo semestre. A empresa não informou quantos desses aparelhos devem ser dos novos modelos em cloud.

Fonte: Convergência Digital

Cloud e a TI invisível

Um fenômeno bem interessante que ocorre em muitas das médias e grandes empresas é a chamada “TI invisível”. Em resumo, são as tecnologias e os serviços adquiridos pelos usuários das áreas de negócio, com seus próprios budgets, à sombra de TI.

O fenômeno na prática

Esse fenômeno surgiu com o advento do modelo client-server, que permitiu que áreas usuárias comprassem pequenos servidores e aplicativos departamentais. Sem que TI soubesse, o processo se acelerou com o advento da Internet e agora o vemos potencializado pela computação em nuvem.

Vamos imaginar um cenário hipotético. Um executivo da linha de negócios precisa de um sistema de gestão de frotas. A resposta que ele ouve do CIO provavelmente será: “Não tenho budget para desenvolver esse sistema internamente, mas vá ao mercado e selecione um aplicativo que seja adequado e depois volte aqui”.

Ele assim o faz. Pesquisa o mercado e seleciona um dentre vários aplicativos. Volta ao CIO, mostra o aplicativo e ouve: “Muito bem, mas o aplicativo roda em Windows e meu ambiente é Linux. Terei que adquirir um servidor, banco de dados e outros softwares que serão necessários para operar o sistema. Além disso, terei que contratar um administrador para esse novo ambiente. Tudo isso vai demorar uns 3 meses”.

Resultado: ele vai gastar o dobro do planejado e terá que esperar muito tempo após aportar seu budget para usufruir da funcionalidade oferecida pelo aplicativo na sua empresa.

Buscando soluções

Outra coisa que ele poderá fazer: buscar aplicativos oferecidos na modalidade SaaS e adquirir um diretamente, bypassando por completo TI. Caso a empresa tenha o CRM da Salesforce, ele poderá ir ao AppExchange e selecionar um dentre vários aplicativos.

Hoje o AppExchange funciona apenas para aplicativos que rodem na nuvem do salesforce, mas nada impede o surgimento de outros mercados como vemos no setor de aplicativos móveis com Android market, Appstore etc.

O que o CIO deverá fazer? Lutar contra? Será quase impossível ganhar a guerra, pois o apelo econômico do modelo de computação é extremamente atrativo para ser ignorado. Além disso, com mais e mais disponibilidade de ofertas em nuvem, os usuários buscarão atender suas próprias demandas passando por cima das barreiras impostas por TI.

Usuários e seus perfis

A área de TI deve compreender que ela e os usuários têm prioridades diferentes quando estão adquirindo serviços e produtos de tecnologia. TI se preocupa primeiramente com questões de segurança e compatibilidade do novo aplicativo com o ambiente operacional. Os usuários priorizam a funcionalidade do aplicativo e deixam em segundo plano estas questões “técnico-mundanas”.

O atual modelo on-premise cria algumas barreiras, pois mesmo que o usuário adquira um aplicativo de forma independente, muitas vezes TI tem que entrar no circuito para instalar o servidor e seu ambiente operacional.

Em nuvem, TI não é necessária. O usuário interage diretamente com o provedor da nuvem e adquire o serviço com cartão de crédito. O acesso a vastos e baratos recursos computacionais como servidores virtuais em nuvens IaaS ou aplicativos SaaS, usando-se um simples cartão de crédito, tornam as coisas mais fáceis para o usuário bypassar TI.

Adaptando-se ao mercado

À medida que esse hábito se espalhar pela organização, teremos uma bomba relógio. Provavelmente, muitos desses aplicativos deverão interoperar com outros que estejam em outras nuvens ou mesmo on-premise em servidores gerenciados por TI. Como fazer essa interoperabilidade acontecer? Além disso, até que ponto os usuários se preocuparão com questões como backup ou aspectos legais quanto a privacidade e soberania dos dados?

Portanto, TI não pode e nem deve abdicar da responsabilidade de manter as tecnologias operando de forma segura e sempre disponível. Mas, na minha opinião, o atual modelo de controle de TI, extremamente restritiva e baseado no modelo de aplicativos e recursos computacionais on-premise, terá que ser flexibilizado.

Em tempos de mídias sociais, smartphones e tablets não dá para esperarmos muitos meses por um aplicativo. A velocidade do negócio exige que TI responda cada vez mais rápido e assim ao invés de lutar contra. A TI deverá se colocar como facilitador do processo de adoção da “TI invisível”. Esta já está acontecendo mesmo…

Conclusão

A área de TI deverá liderar o processo de adoção de cloud pelos usuários, propondo critérios e modelos de aquisição de recursos em nuvem, de modo a mitigar riscos para o negócio, aumentar economias de escala e garantir a integração e aderência às regras e legislações do setor.

TI deve, na verdade, “legalizar” a “TI invisível” e portanto deverá atuar de forma cada vez mais integrada e aderente às demandas do negócio. Suas prioridades deverão ser as mesmas do negócio.

Fonte: iMasters

Apple lança iCloud beta

A Apple liberou a versão beta do iCloud, seu sistema baseado na nuvem. O site permite que desenvolvedores que já possuem contas registradas possam acessar serviços como e-mail, contatos, calendário e a ferramenta “Find My iPhone”.

O serviço pode ser acessado através do site iCloud.com. Os desenvolvedores com login já registrado podem acessar os serviços que serão oferecidos gratuitamente pelo iCloud como e-mail, calendário, agenda de contatos e a ferramenta “Find My iPhone” (que localiza dispositivos perdidos). Quem não possui uma conta de desenvolvedor, mas tem registro no MobileMe, poderá checar como migrar seus dados para o iCloud ao clicar na opção “Terms of Service”, localizado no canto inferior esquerdo da página.

Os preços para o uso do serviço também foram divulgados: os primeiros 5 GB serão gratuitos, mas os gigabytes adicionais terão um custo anual, que varia de US$ 20 para 10 GB a mais até US$ 100 dólares por 50 GB extras.

O acesso completo ao iCloud deverá ser liberado junto com o lançamento oficial do iOS 5, que deverá ocorrer em meados de setembro.

Fonte: Info Online

Matz (criador do Ruby) junta-se à Heroku

A Heroku, empresa que fornece uma solução popular de cloud computing para aplicações Ruby on Rails e Node.js, anunciou em 12 de julho a contratação de Yukihiro Matsumoto, o criador da linguagem Ruby, como seu novo arquiteto-chefe. Matz, como é conhecido popularmente, foi contratado para continuar seu trabalho na equipe Ruby Core e para reduzir possíveis limitações com aplicações Ruby rodando na nuvem. Além disso, existe a possibilidade de que diversos outros membros da equipe do Ruby Core sejam também contratados pelo Heroku para exercerem funções semelhantes.

Em uma entrevista a um site japonês, Matz comentou que sua missão será continuar melhorando a qualidade e mantendo funcional a linguagem Ruby. Também comentou que a segurança de um emprego dedicado ao desenvolvimento da linguagem e o feedback da Heroku, com seus usuários experientes da linguagem Ruby, podem acelerar o progresso do desenvolvimento do Ruby. Embora Matz tenha recebido o cargo de arquiteto-chefe do Heroku, não deverá se envolver em decisões de negócio e manter seu bom relacionamento com outras empresas que apoiam o código aberto, como por exemplo a Engine Yard.

Em nota oficial da Heroku foi anunciado que a empresa “sente-se honrada em retribuir com a comunidade e com Matz”, provendo recursos para que ele e sua equipe continuem o desenvolvimento do Ruby. Embora a Heroku esteja sediada em São Francisco, EUA, Matz inicialmente trabalhará remotamente de Matsue, no Japão, onde mora com sua esposa e quatro filhos.

Fonte: InfoQ

Desenvolvedores repensam banco de dados na nuvem

Fornecedores como NimbusDB, Xeround, ParAccels e Cloudant estão criando soluções para gerenciar grandes volumes de informações em cloud.

Diversas companhias estão desenvolvendo novas tecnologias de banco de dados para resolver a deficiência de seus sistemas para gerenciar informações no ambiente de cloud computing.

Quatro delas contaram como estão realizando esse trabalho durante um painel na conferência Estrutura GigaOm, realizada esta semana em São Francisco (EUA), para debater a infraestrutura para cloud computing. São elas: NimbusDB, Xeround, ParAccels e Cloudant.

O problema básico que essas empresas estão tentando resolver é a dificuldade de escalonamento dos bancos de banco de dados em sistemas em clusters com servidores x86. Executivos das quatro fornecedoras disseram que precisam fazer com que esse ambiente seja elástico para aumentar ou reduzir o processamento de acordo com a demanda por processamento.

“O problema essencial, a meu ver, é que os atuais sistemas de gestão de banco de dados relacional não são escaláveis, disse Jim Starkey, arquiteto sênior do banco de dados de código aberto MySQL.

Starkey é fundador e CTO da NimbusDB, que está tentando resolver esse problema com o desenvolvimento de uma tecnologia que adota a linguagem de consulta padrão SQL.

O software da NimbusDB permite que um grande número de bancos de dados seja gerenciado automaticamente em um ambiente distribuído. Starkey diz que os desenvolvedores devem ser capazes de começar pequeno, desenvolvendo uma aplicação em uma máquina local, e depois transferir o seu banco de dados para uma nuvem pública, sem precisar colocá-lo offline.

A NimbusDB ainda está em estágio inicial desse trabalho e Starkey não informou data de entrega da solução. A empresa espera fornecer o software de graça.

Com o mesmo objetivo, a Xeround está tentando resolver o problemas com uma solução em MySQL. A versão beta conta com cerca de 2 mil clientes, segundo informou o CEO da companhia, Razi Sharir. O software quer oferecer a elasticidade da nuvem, com mesma a familiaridade da codificação do SQL.

“Somos um banco de dados distribuído que funciona na memória, que se divide em vários nós virtuais e vários centros de dados e serve muitos clientes ao mesmo tempo”, disse Sharir. Ele afirmou que a escala e a elasticidade são tratadas pelo serviço automaticamente.

O serviço da Xeround já está disponível na Europa e EUA, fornecido por provedores de cloud, incluindo Amazon e Rackspace.

Sharis oberva que que os clientes do banco de dados em nuvem, em geral, precisam executar suas aplicações no mesmo centro de dados, ou próximos uns dos outros, por razões de desempenho.

Grandes volumes de dados

Diferentemente da solução da Xeround, o software da ParAccel foi projetado para executar cargas de trabalho de análise em grandes bancos de dados distribuído, em torno 25 TB, infomou o CTO da companhia, Barry Zane.

“Somos o resumo dos grandes dados”, diz Zane. Clientes da ParAccel são empresas que dependem da análise de grande quantidade de dados, incluindo serviços financeiros, companhias de publicidade e de varejo online.

A Interclick recorreu à ParAccel para realizar análises demográficas de dados para permitir que empresas de publicidade online saibam quais anúncios devem mostrar aos usuários finais. A companhia roda um banco de dados de cerca de 2TB em um cluster de 32 nós. Outros clientes com conjuntos de dados maiores usam uma arquitetura baseada em disco.

A ParAccel também permite que desenvolvedores façam consultas no SQL, mas com extensões para que eles possam usar a estrutura MapReduce, software que faz a distribuição e a análise de uma enorme quantidade de dados.

“SQL é uma linguagem realmente poderosa, é muito fácil de usar para ações incrivelmente sofisticadas, mas claro que também há uma série de atividades que não pode realizar”, avalia Zane.

Já a Cloudant, que produz software para nuvens privadas e públicas, foi a única empresa que afirmou durante o painel estar desenvolvendo um banco de dados “não SQL”. A solução foi projetada para gerenciar tanto dados estruturados como não estruturados, e ainda para encurtar o “ciclo de vida de aplicativos”, disse o cofundador e cientista-chefe Mike Miller.

“Aplicativos não têm de passar por uma fase complexa de modelagem de dados”, afirma Miller. A interface de programação é HTTP. “Isso significa que você pode se inscrever e começar a conversar com o banco de dados de um navegador e construir aplicativos dessa maneira. Estamos tentando torná-lo mais fácil de implementar.”

Desafios do hardware

Enquanto bancos de dados em nuvem podem resolver problemas de escala, também apresentam novos desafios, reconhecem os palestrantes. A qualidade do servidor na nuvem pública é “muitas vezes um problema”, afirma Zane da ParAccels. Por isso, as empresas para quem a alta velocidade de análise é crítica, podem optar por comprar e gerenciar seu próprio hardware.

E enquanto muitos prestadores de serviços alegam não acreditar na nuvem, a realidade é muitas vezes diferente, diz Miller. Fornecedores de software em nuvem precisam realizar “uma engenharia reversa” para descobrir o que as arquiteturas de serviços como a Amazon EC2 possuem “por trás da cortina”, a fim de obter o máximo desempenho do software de banco de dados.

Fonte: Computerworld