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Canonical vai remover Java do sistema de usuários

A Canonical anunciou na semana passada que vai remover sistematicamente o Java do Ubuntu, deixando espaço para alternativas livres. A decisão tem base nos problemas de segurança encontrados nos pacotes JDK do Java, usados também em navegadores. Várias das vulnerabilidades foram descobertas em outubro e até hoje permanecem sem solução, oferecendo risco aos usuários. Dessa forma a Canonical achou mais fácil desabilitar o plugin e cortar o mal pela raíz.

As primeiras versões do Ubuntu a serem afetadas serão a 10.04 LTS, 10.10 e 11.04. A ideia envolve substituir os pacotes disponíveis atualmente no repositório de Parceiros com pacotes vazios. Assim, ao fazer a atualização, o próprio Ubuntu removeria todos os arquivos do sistema.

A Canonical já está alertando aos usuários para que migrem para OpenJDK e desinstalem o JDK da Oracle (caso eles o tenham baixado e instalado manualmente), ou eles poderão “experimentar falhas após a atualização dos pacotes”.

Marc Deslauriers, da Canonical, disse que eles podiam remover os pacotes dos repositórios e deixar os pacotes inseguros nos sistemas dos usuários, ou remover tanto dos repositórios, quanto dos sistemas, de forma remota. “Não há uma forma perfeita de lidar com isso”, ele disse, “mas infelizmente essa é melhor maneira de lidar com o problema e garantir que nossos usuários permaneçam seguros, ao custo de quebrar algumas instalações”.

Portanto, se você ainda não usa o OpenJDK ou o icedtea, é bom começar a se preparar, ou muito em breve terá problemas para acessar páginas que tenham código Java.

Por Paulo Graveheart

Fonte: IMasters

40 anos de evolução das shells

Uma verdade que não se pode negar, ou rebater, é que as shells estão aí para ficar, mesmo que cada vez mais só nos bastidores, em modo não-interativo, ou nas mãos de usuários experientes, que apreciam seus recursos.

Mas você sabia que a shell original – o primeiro /bin/sh, escrito por Ken Thompson – surgiu há quarenta anos, em 1971 (dois anos depois do nascimento do próprio Unix) e tinha menos de 900 linhas de código? Isso porque boa parte do que hoje conhecemos como comandos builtin da shell (incluindo elementos essenciais, como o if), na época, eram apenas utilitários externos, até mesmo recursos como o glob (que “interpreta” caracteres especiais como * e ? em parâmetros correspondentes a nomes de arquivo) eram implementações à parte, e a shell era exclusivamente interativa. A capacidade de interpretar scripts veio mais tarde.

Em compensação, recurso,s como pipes (| ou, na época, ^) e redirecionamento de entrada e saída (<, >, >>, etc.) já estavam presentes.

Daí pra frente a evolução foi acelerada: Stephen Bourne criou a Bourne Shell (que ainda pode ser vista em sistemas contemporâneos) em 1977, fazendo a base do que no final da década de 1980 surgiu como o mestiço /bin/bash (Bourne Again Shell) que hoje vemos como shell default em boa parte das distribuições Linux, do OS X e de outros sistemas UNIX e Unix-like atuais.

Um livro que trata do assunto e está sendo muito comentado pelos profissionais é o Bombando o Shell, do Júlio Neves. O foco do livro está na interatividade das shells, incluindo o controle de diálogos em modo gráfico.

Com informações de BR-Linux.org

Fonte: IMasters