Futuro da web está na interpretação de dados pelos PCs

O futuro da web passa por uma evolução de como a usamos hoje: em vez de ser apenas usada como um repositório de documentos para serem exibidos, a internet do futuro deve possibilitar que os computadores façam a interpretação dos dados e compartilhem essa interpretação com outros computadores. Esse conceito, conhecido como websemântica, já é antigo, cunhado por Tim Berners-Lee, o pai da web, em 1994, mas só agora é que começa a fazer sentido de verdade.

Segundo o analista de Projetos da W3C Brasil, Carlinhos Cecconi, o futuro da web vai usar tecnologias que possam atribuir valores aos dados existentes na web, dando significado ao conteúdo presente na rede. Mas o que isso significa? “Ao programar uma página na internet, o desenvolvedor dá ao computador a capacidade de retornar valores de pesquisa corretos, afirma.

Um exemplo prático disso seria uma pesquisa pelo livro Raízes do Brasil. Hoje, quem faz a análise semântica de que o termo de pesquisa é um livro é o usuário, que filtra os resultados e descarta os assuntos relacionados à botânica, por exemplo. No futuro, não. O próprio computador deve ser capaz de fazer isso sozinho, já que os dados presentes na web já estarão hiperlinkados e significados como sendo o livro de Sérgio Buarque de Hollanda.

HTML 5

De certa forma, segundo o analista da W3C, isso já está acontecendo hoje. Para ele, é difícil prever o quanto da web será feita dessa forma, mas ele acredita que a websemântica seja “comum e trivial”. “É claro que não se vai atribuir valor semântico a tudo que se publica na web. O que é certo é que a websemântica dará maior velocidade à rede”, afirma.

E um dos caminhos para que se acelere a utilização da websemântica é a utilização do HTML 5, linguagem de programação que promete tornar mais simples a implementação dessa tecnologia. Desde o ano passado, empresa como Google, Apple, Microsoft, Mozilla e Opera já implementaram grandes partes dessa linguagem.

Durante palestra no 12º Fórum Internacional Software Livre (fisl12), que acontece até sábado em Porto Alegre, Cecconi demonstrou algumas formas simples de programar, por exemplo, um formulário na web, fazendo com que o público, em sua maioria programadores que nunca mexeram com essa nova linguagem, soltassem interjeições de surpresa com a facilidade em desenvolver conteúdo para web em HTML 5.

“A linguagem HTML 5 torna a web mais simples para quem desenvolve, para quem publica e para quem utiliza a web, tornando a internet muito mais rica, interativa e criativa”, afirma Cecconi.

Fonte: Terra

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